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Cenário Macro Mensal: Novembro 2023

Confira os destaques do bate-papo que contou com a participação de Thomas Wu, economista-chefe da Itaú Asset, Oliver Casiuch, gestor da família de fundos Global Dinâmico, com moderação de Maria Clara Sandrini, da área de comunicação do Itaú

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Itaú Asset

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Elaboração: Itaú Asset Management

Cenário internacional

O grande destaque recente no cenário internacional foi a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) pela manutenção da taxa básica de juros no intervalo de 5,25% a 5,50% ao ano, assim como esperava o mercado.

Os indicadores recentes sugerem que a atividade econômica cresceu em um bom ritmo no terceiro trimestre enquanto o mercado de trabalho tem se mostrado forte e emprego e renda ainda resilientes. O Fed agora parece se voltar mais para a questão da duração da manutenção dos juros altos, mas não descartou novas altas caso sejam necessárias.

O discurso de Jerome Powell se mostrou mais suave do que o esperado, mas pediu cautela. O presidente do Fed apontou que é possível ver os efeitos das altas de juros, mas que alguns meses de respostas esperadas da atividade e dinâmica dos preços ainda não são suficientes para que se tenha convicção de que a inflação irá convergir para a meta de 2%.

O mercado vê maior probabilidade de não termos novas altas de juros nos EUA, mas cortes também não parecem tão próximos, ainda que recentemente a curva de juros tenha mostrado melhoras. Entre os fatores que reforçam essa visão está o fato de que apesar dos dados de crescimento e emprego terem desacelerado, eles ainda estão longe de um nível não inflacionário e uma melhora consistente dessa tendência precisa ser observada para uma maior clareza sobre a política monetária à frente.

Em relação a China, apesar dos diversos estímulos anunciados pelo governo chinês para interromper a piora nos índices de atividade, pouca melhora de fato foi vista. As medidas até então foram pequenas e insuficientes, os dados recentes até mostram certa evolução da economia chinesa, mas é observada uma estabilização em níveis ainda fracos. O mercado segue na esperança de um estímulo que seja realmente capaz de promover uma melhora nos dados.

Cenário local

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) optou por decisão unânime em sua última reunião pela manutenção do ritmo de corte da taxa básica de juros, Selic, em 50 pontos-base, que chegou aos 12,25% a.a, conforme o esperado pelo mercado.

A ata da reunião mostrou preocupação do órgão com os níveis elevados das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos, além de possíveis expectativas de inflação desancoradas. O documento também apontou para os indicadores recentes de atividade econômica que desaceleraram referente a agosto, principalmente serviços, mas com mercado de trabalho mostrando resiliência.  

Os membros do Copom destacaram no parágrafo 13 da sua ata que a incerteza fiscal, que antes se relacionava ao atingimento das metas, agora se debruça diretamente sobre as próprias metas estabelecidas, o que vem aumentando o prêmio de risco no Brasil.

Assista à live completa abaixo.