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Da renda fixa ao bitcoin: 5 destaques do Private Wealth DC Metro Forum

Confira mais detalhes do que foi discutido no Private Wealth DC Metro Forum, em Washington, nos Estados Unidos, evento organizado pelo Markets Group

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Alejandro Estevez-Breton, Chief Fixed Income Strategist

• 4 minutos de leitura

Crédito: Itaú Private Bank

Recentemente, participei do Private Wealth DC Metro Forum em Washington, nos Estados Unidos, organizado pelo Markets Group. O evento faz parte de uma série de fóruns promovidos em diversos lugares do mundo com o objetivo de integrar as comunidades locais de investimento de alta renda, incluindo CEOs, CIOs, equipes de investimento, entre outros.

Tive a oportunidade de participar de um painel de renda fixa. Além de trazer mais detalhes do que foi conversado, aproveito para listar abaixo os principais destaques do evento.

Renda fixa

  • O consenso é que o mercado está mais atrativo devido às taxas relativamente mais elevadas e os valuations altos do S&P. Os ativos mais apreciados são de maior qualidade e vencimento mais curto. Alguns incluem títulos corporativos com grau de investimento (investment grade), lastreados por um pool de empréstimos (Collateralized Loan Obligations - CLOs) e lastreados em hipotecas residenciais ou comerciais (Mortgage-Backed Securities - MBS).
  • Quanto aos spreads de crédito, foi observado que eles estão apertados, especialmente de títulos sem grau de investimento (high yield), então houve comentários de que pode ser interessante ter dinheiro disponível para caso fiquem mais atrativos.

Commercial Real Estate (CRE): mercado imobiliário

  • Outro assunto abordado foi o imobiliário. Há uma cautela geral com escritórios e varejo, mas muitas oportunidades em self storage, indústria médica (incluindo moradia assistida) e moradia estudantil (principalmente campus de universidades).

Bitcoin

  • O terceiro assunto discutido foi o bitcoin, diante da aprovação dos ETFs recentemente. Uma empresa especializada sugeriu que clientes tenham uma alocação na carteira de entre 2 e 5%, enquanto clientes com maior tolerância a risco podem ter uma fatia mais próxima de 10%.
  • No entanto, o tom da discussão foi de cautela, já que a maioria dos players ainda não tem autorização, e diversos participantes mencionaram que têm respondido perguntas de clientes, mas não oferece ativamente bitcoin ou criptoativos.

Futuro da gestão de patrimônio

  • A estimativa é que haverá uma transferência de riqueza de 30 trilhões de dólares nos próximos anos, principalmente para mulheres, abrindo oportunidade para as gerações mais jovens na gestão de patrimônio. Também foi discutida a importância da diversidade e como as futuras gerações devem estar preparadas para atender os clientes.
  • Quanto à Inteligência Artificial, o consenso é que provavelmente a ferramenta será um potencializador de produtividade, não um exterminador de empregos, principalmente porque há muitas pessoas se aposentando nessa indústria e não o suficiente para cobrir as posições.

Tendências macroeconômicas e em ações nos EUA

  • Houve uma discussão muito interessante com o investidor Steve Eisman, que virou personagem do filme “A Grande Aposta” após a crise americana de 2008. Ele vê um ambiente muito bom nos EUA, sem grandes problemas de crédito, exceto no mercado imobiliário.
  • Ele observa balanços geralmente bons entre os bancos, empresas e consumidores americanos. Por isso, está otimista com os mercados devido à tendência de reindustrialização nos próximos 10 anos, o que inclui onshoring, greenification (ou novas fontes de energia) e IA (incluindo data centers e a necessidade de atualizar a rede elétrica dada a demanda massiva por energia).

Confira, abaixo, o áudio em que conto detalhes do evento:

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