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8 dicas de Caito Maia, da Chilli Beans, pra fortalecer sua marca

O empreendedor compartilhou aprendizados durante evento regional Itaú Empresas

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Itaú Empresas

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“O maior aprendizado da minha vida foi: construa marca. Eu nunca vendi óculos escuros no Brasil, eu vendo Chilli Beans”.

Foi com essa fala que Caito Maia - fundador da Chilli Beans – marcou presença no evento Itaú Empresas, evento regional que contou com a presença de empresárias e empresários de Campinas (SP).

O evento trouxe um panorama de conteúdos dedicados à macroeconomia e cases de negócios de sucesso no Brasil, como o da Chili Beans.

Tudo começou com o sonho de ser músico, que permitiu que Caito fosse estudar nos Estados Unidos. A transição do sonho para o empreendedorismo acabou acontecendo no campo da necessidade – e o modelo de negócio de venda de óculos de sol se transformou na solução para pagar suas contas.

Sua proposta era inovadora para a época: misturar moda e arte com o segmento de óticas. O projeto deu tão certo que, atualmente, a Chilli Beans tem mais de mil lojas espalhadas por 19 países, sendo a maior rede especializada em óculos e acessórios da América Latina.

A trajetória de Caito é inédita, mas as mudanças e percalços encarados por ele são os mesmos de centenas de brasileiras e brasileiros que decidem tomar o caminho do empreendedorismo. O segredo do sucesso depende de muitas variáveis – mas os principais aprendizados da história da Chili Beans foram compartilhados com exclusividade no evento. Preparamos uma curadoria exclusiva com as 08 dicas principais do conteúdo apresentado.

1. Criatividade diante das limitações financeiras

O modelo de negócio de quiosques se mostrou mais que promissor do ponto de vista de custo-benefício. “Não existiam quiosques de moda em shoppings centers quando a gente lançou o primeiro da Chilli Beans, 28 anos atrás. O que tinha em quiosque era café, pão de queijo... E o que foi uma alternativa de sobrevivência na ocasião, se tornou um ativo valioso nosso: até hoje, os quiosques continuam sendo uma grande ferramenta de vendas”.

2. Diferencial do produto

“Todo mundo pode vender óculos escuros no mercado. Desta forma, precisei me diferenciar e me tornei o único no mundo fazendo o que estava fazendo. Decidi contar uma história com cada produto, esse pode ser um caminho”, explica ele, demonstrando as coleções temáticas que a marca desenvolveu em colaboração com artistas como Rita Lee e Alok, e ainda uma inspirada nos Beatles.

“Quando meu vendedor está mostrando o detalhe de disco voador nos óculos da coleção Rita Lee, ele não está simplesmente vendendo aquele produto, ele está contando uma história. E isso atrai.”

3. Trabalhar a exposição do produto de forma estratégica

Quando inaugurou sua primeira loja, em 2002, a Chilli Beans inovou mais uma vez no setor, preservando o conceito self-service dos quiosques, no qual o público poderia manusear e experimentar os óculos. Já em seu último rebranding, que Caito chama de Chilli Beans 2.0, foi analisada a força da marca para atrair o público para dentro das lojas mesmo com a diminuição das vitrines: “Estamos hoje vendendo 20% a mais e expondo 30% menos nossos produtos. Ou seja, dependendo da situação, expor menos o produto pode até valorizá-lo”.

4. Conceito de exclusividade

“Meus franqueados não têm estoque parado na loja. Acabou, acabou. Temos 30% do catálogo com estoque, porque são coleções básicas, permanentes. Mas todas as outras são limitadas”.

5. Vendas online de dentro do ponto físico

O modelo Chilli Beans 2.0 oferece aos vendedores a estrutura para que possam, de dentro da loja física, realizar vendas online. “Hoje esta representa 25% da minha venda. O nosso vendedor fica, por dia, cerca de duas horas sem fazer nada no ponto de venda. Quando a gente deu tecnologia na mão dele, as vendas aconteceram”, conta ele, afirmando que tem a meta de chegar a 50% das vendas online vindas de pontos físicos.

6. Uso da tecnologia para gerar economia

“Criamos uma campanha totalmente por meio de Inteligência Artificial, com modelos que não existem, em lugares que não existem. Vocês sabem quanto custa alocar quatro modelos no meio da floresta amazônica para um catálogo? Equipe, fotógrafo, maquiador... A IA está aí disponível para todos nós consumirmos de acordo com a nossa criatividade”.

7. Acompanhar de perto seu negócio

“Não conheço outra forma de fazer varejo que não seja visitando a loja. Precisa de humildade, precisa saber escutar. E 70% das vezes você pode ouvir coisa que não vai gostar. Mas garanto que não tem jeito melhor de acompanhar seu negócio”.

8. Expansão para outros segmentos

Já consolidada como marca de óculos, a Chilli Beans entrou em 2005 no segmento de relógios, expandindo seu potencial de vendas para um público que já se identificava com seu conceito.

Em 2021, foi inaugurada a Flagship Ótica, voltada a um público mais conservador e que busca orientações mais técnicas para a escolha de sua armação e lentes: “Mais de 80% das pessoas que estão entrando na Ótica nunca tinham entrado na loja vermelha (como ele chama a loja tradicional da Chilli Beans). Criamos um produto diferente, atraindo um novo público.”

Agora, Caito aposta em uma nova tendência: a de gerar outros pontos de venda fora do circuito tradicional: “Há uma tendência mundial de escapar de shopping centers e outros pontos comerciais. Então, vocês começarão a reparar nos postos de gasolina de estrada, por exemplo, quiosques de marcas conhecidas como a nossa. Essa expansão está no nosso radar”.

O CEO da Chilli Beans falou ainda sobre diversidade, sustentabilidade e outros fatores que considera de vital importância para o futuro dos negócios.