CBS: como funcionará a Contribuição sobre Bens e Serviços
Entenda nesse texto o que é a CBS, quando entrará em vigor, principais impactos e como sua empresa pode se preparar para a nova contribuição tributária.

Por Itaú Empresas
CBS: o que é, quando começa e como se preparar
Se organizar diante das mudanças tributárias é um dos maiores desafios para quem empreende no Brasil. Entre as alterações mais relevantes da Reforma Tributária no Brasil, destaca-se a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
O objetivo é simplificar o sistema, reduzir a papelada e trazer mais clareza para empresas de todos os tamanhos.
Neste artigo, você confere o que é a CBS, quando entra em vigor, quem será afetado e como sua empresa pode se preparar para essa transição. Confira com a gente para se preparar devidamente!
O que é a CBS e por que foi criada?
Com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), impostos como PIS e Cofins serão substituídos por um único tributo federal visando unificar a arrecadação e facilitar as obrigações fiscais.
Ela surge como parte da reforma do sistema tributário brasileiro, que busca simplificação, maior clareza nas regras e redução de custos burocráticos para empreendedores.
Em resumo, a CBS busca simplificar o sistema, padronizar regras e reduzir burocracia.
Principais mudanças em relação aos tributos atuais
Hoje, empresas lidam com diferentes regimes, cálculos e legislações para PIS e Cofins. Com a CBS, esses dois tributos serão consolidados em um único imposto, com alíquota uniforme e regras mais padronizadas.
Ou seja, a principal alteração está na simplificação da apuração, o que tende a diminuir inconsistências, erros de cálculo e dificuldades no cumprimento das obrigações fiscais.
CBS x PIS/Cofins: principais diferenças
- Unificação: a CBS substitui PIS e Cofins por um único tributo federal.
- Regras mais uniformes: tende a reduzir inconsistências e erros de apuração.
- Transparência: melhora a compreensão de custos tributários por etapa.
Como funcionará a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços?
Esse novo imposto seguirá a lógica de tributação não cumulativa, ou seja, será aplicada em cada etapa da cadeia de produção e comercialização, mas permitindo que os créditos gerados em fases anteriores sejam descontados.
Em outras palavras, a empresa não vai pagar imposto duas vezes sobre o mesmo produto ou serviço. O foco será apenas no valor que ela realmente acrescenta em cada etapa da cadeia.
Quem será impactado por esse imposto
A CBS terá abrangência nacional e afetará, principalmente, empresas de bens e serviços.
E como substituirá tributos federais, todos os negócios que hoje recolhem PIS e Cofins passarão a ser contribuintes da nova tributação.
Isso inclui desde pequenas empresas até grandes corporações, com efeitos distintos dependendo do porte, setor e regime de apuração.
Benefícios esperados com a implementação
A expectativa com a chegada da CBS é que haja:
- Simplificação das obrigações fiscais, com menos burocracia;
- Redução de custos administrativos, por ter menos complexidade nos cálculos;
- Mais transparência, já que ficará mais fácil entender exatamente o que está sendo pago em cada etapa da operação.
Mas também temos alguns desafios e pontos de atenção para as empresas visto que, apesar da simplificação, a adaptação pode exigir ajustes significativos. Entre os pontos a ficar de olho, estão:
- Adequação dos sistemas contábeis e de gestão;
- Capacitação das equipes para compreender a nova legislação;
- Monitoramento de possíveis mudanças nas alíquotas e regras complementares.
Ou seja, embora o imposto traga benefícios, será necessário planejamento para evitar riscos no período de transição.
Vale a leitura: Como a reforma tributária impacta nas empresas?
Quando a CBS entrará em vigor? Veja o cronograma:
A implementação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) integra o novo modelo de tributação sobre o consumo e aguarda a conclusão da regulamentação infraconstitucional.
Conforme as regras aprovadas, a transição terá início em 1º de janeiro de 2026 com uma alíquota de teste, intensificando-se a para a alíquota total em 1º de janeiro de 2027, quando a CBS substituirá definitivamente o PIS e a Cofins.
Além disso, teremos uma fase de redução progressiva do ICMS e ISS, com aumento nas taxas do IBS, entre 2029 e 2033. Estima-se que o novo sistema tributário esteja funcionando plenamente, com os impostos antigos totalmente substituídos, em 2033.
Portanto, o monitoramento do cronograma oficial e das normas de conformidade é imprescindível para a adaptação estratégica das empresas.
Cronograma da implementação da CBS:
- 2026: fase inicial, com alíquota de teste.
- 2027:adoção plena da CBS, com a substituição de PIS e Cofins.
- 2029 a 2033: período de transição envolvendo ICMS, ISS e IBS.
Dica prática: acompanhe a regulamentação infraconstitucional e eventuais ajustes de alíquotas e regras complementares.
Benefícios e desafios para empresas
- Simplificação das obrigações fiscais.
- Redução de custos administrativos.
- Mais transparência na formação de preços.
Desafios e pontos de atenção
- Adequação de sistemas contábeis e de gestão (ERP).
- Capacitação de equipes e parceiros.
- Monitoramento de alíquotas, regras de crédito e cronograma.
Como se preparar para a transição tributária
O recomendado é que desde já as empresas comecem a revisar processos internos, atualizar sistemas e buscar orientação especializada para entender os impactos no seu segmento.
O melhor caminho é se planejar com antecedênciapara que a mudança seja tranquila e sem risco de multas ou perdas financeiras.
A transição para a CBS é um passo importante para a simplificação do sistema tributário, mas também exige atenção redobrada.
Como se preparar: checklist prático
- Mapeie processos que envolvem PIS/Cofins e identifique impactos na não cumulatividade da CBS.
- Atualize o ERP e o fiscal (CFOP, regras de crédito, relatórios).
- Revise contratos e formação de preço considerando o novo regime e créditos.
- Treine o time (fiscal, contábil, compras, vendas) e alinhe com fornecedores.
- Implemente governança: políticas de crédito, documentação e compliance.
- Acompanhe a regulamentação e participe de consultas públicas quando possível.
- Faça simulações de cenários para mitigar riscos e evitar multas na transição.
Vale a indicação: Como escolher o ERP ideal para sua empresa
Você também pode gostar
Tributos para empresas: como pagar DAS e DARF no Itaú Empresas
Conheça os tributos mais comuns na rotina fiscal das empresas e como lidar de forma m [...]
Estudo FGV e Itaú: o apoio que fortalece PMEs e impulsiona o país
Pesquisa feita pela FGV revela que PMEs clientes do Itaú Empresas são mais resiliente [...]
Imposto de Renda PJ: guia completo para empresas
Entenda como funciona o Imposto de Renda para empresas e saiba por que estar em dia c [...]


