ABC do ESG - A variedade de biocombustíveis
Por Itaú BBA
A demanda global por biocombustíveis deve crescer 30% entre 2023 e 2028, segundo a IEA (Agência Internacional de Energia). Junto com a procura, cresce a variedade de produtos oferecidos. Quem já dominou a diferença entre etanol de primeira e de segunda geração pode avançar para a próxima fase e conhecer outra leva de produtos com potencial para ajudar a descarbonizar a economia:
Biobunker - o combustível padrão de navios, bunker, é um óleo fóssil derivado de petróleo, mais denso e poluente que o diesel. Para substituí-lo, surgem opções de biobunker, uma categoria de combustíveis produzidos a partir de fontes renováveis, como etanol, metanol, metano, gorduras vegetais e animais.
Biobunkering - é a prática de misturar, ao bunker tradicional, algum biocombustível, inclusive etanol e biodiesel. A EPE chama a mistura de “bunker com conteúdo renovável”. Portos ao redor do mundo vêm adotando regulamentações a respeito das misturas aceitas e dos níveis de poluição tolerados.
FAME - óleo combustível renovável produzido a partir de gorduras vegetais ou animais. Pode ser misturado ao bunker em parcela de até 7%. O nome é a sigla em inglês para éster metílico de ácido graxo. Críticos alertam para questões como menor durabilidade e efeito corrosivo nos motores.
ULSMGO - o bunker tradicional é um HSFO, Óleo Combustível com Alto Teor de Enxofre, 3,5%. Uma versão menos poluente é VLFSO, com teor de enxofre “Muito Baixo”, 0,5%. É possível fazer melhor ainda: um bunker ULSMGO, com teor de enxofre “Ultrabaixo”, de 0,1%.
Diesel verde - é um combustível renovável, feito a partir de óleos vegetais ou animais, e quimicamente idêntico ao diesel fóssil – ou seja, pode substituí-lo integralmente, e não apenas em misturas com frações controladas, como o biodiesel. Também é chamado de diesel renovável.