Captando recursos para inovar em P&D

O mercado de venture capital em 2025 apresenta sinais de recuperação parcial, mas com forte seletividade. Segundo a Carta, Inc., o volume de investimento em rodadas primárias chegou a US$ 20,8 bilhões, acima de 2024, porém ainda distante do pico de US$ 32,8 bilhões em 2021.

Por Itaú BBA

05 minutos de leitura

O mercado de venture capital em 2025 apresenta sinais de recuperação parcial, mas com forte seletividade. Segundo a Carta, Inc., o volume de investimento em rodadas primárias chegou a US$ 20,8 bilhões, acima de 2024, porém ainda distante do pico de US$ 32,8 bilhões em 2021. Esse aumento contrasta com a queda contínua no número de rodadas, que despencou de 2.908 em 2021 para 1.714 em 2025, uma redução superior a 40%. Em outras palavras, há mais capital disponível, mas concentrado em menos negócios.

Essa dinâmica reforça um cenário polarizado: startups em estágios avançados captam rodadas maiores e consolidam vantagem, enquanto empresas emergentes enfrentam barreiras crescentes para atrair atenção dos VCs. A concentração também é setorial — IA domina as teses de investimento, enquanto outros segmentos sofrem retração.

Dados da PitchBook confirmam essa tendência: startups de IA levantaram US$ 192,7 bilhões em 2025, mais de 50% do capital global, enquanto a formação de novos fundos caiu de 4.430 em 2022 para apenas 823 em 2025, com captação de US$ 80 bilhões. Esse cenário exige das empresas insurgentes estratégias robustas para se tornarem atrativas, seja por diferenciação tecnológica ou por governança sólida.

O papel do Corporate Advisory na gestão financeira

Essa postura mais conservadora dos fundos de venture capital impõe desafios significativos para empresas insurgentes que dependem de recursos para Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Nesse contexto, o Corporate Advisory surge como um aliado essencial, oferecendo suporte estratégico e estruturando operações financeiras que ampliam as alternativas de captação. Mais do que uma consultoria, trata-se de uma abordagem integrada que analisa riscos, otimiza a estrutura de capital e conecta empresas às melhores soluções financeiras, garantindo resiliência e competitividade mesmo em um ambiente de restrição seletiva.

  • Seu objetivo é maximizar valor e mitigar riscos, atuando em frentes como:
  • Otimização financeira: análise de estrutura de capital e custo de financiamento.
  • Aconselhamento negocial: identificação de pontos sensíveis e mitigação de riscos.
  • Interação com stakeholders: negociação com investidores, bancos e parceiros.
  • Planejamento estratégico: definição da melhor combinação entre dívida e equity para sustentar crescimento e inovação.

Para startups e empresas insurgentes, essa abordagem é crucial na escolha da modalidade de crédito adequada, considerando fatores como estágio de maturidade, fluxo de caixa, garantias e perspectivas de escalabilidade.

Modalidades de Crédito para P&D e Inovação

Se por um lado os aportes de equity estão cada vez mais concentrados, por outro, linhas de crédito especializadas representam caminhos viáveis para financiar inovação sem depender exclusivamente de capital de risco. Conheça algumas modalidades:

  • Venture Debt: alternativa estratégica para startups que querem crescer sem diluir participação societária, preservando controle em um momento em que investidores exigem governança rigorosa.
  • FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios): solução para antecipar receitas recorrentes, garantindo liquidez para P&D em um cenário onde captar equity é mais difícil.
  • Linhas de Crédito Customizadas: flexibilidade para financiar despesas de inovação e capital de giro, ajustando-se ao ciclo da empresa.
  • Banking as a Service (BaaS) e Open Finance: integração de serviços financeiros ao modelo de negócio, criando novas fontes de receita e acesso facilitado a crédito.
  • Repasses BNDES e Linhas Direcionadas: condições subsidiadas para projetos de alto CAPEX, fundamentais quando o mercado privado está seletivo.

Essas modalidades não apenas complementam a estratégia de captação, mas também reduzem a dependência de equity em um momento de concentração de capital, permitindo que startups mantenham ritmo de inovação e escalabilidade.

Estratégia integrada para crescimento sustentável

O cenário atual exige das startups e empresas insurgentes resiliência e planejamento estratégico. A seletividade dos investidores reforça a importância de uma gestão financeira robusta, apoiada por Corporate Advisory, para definir a melhor estrutura de capital e escolher modalidades de crédito que viabilizem inovação sem comprometer a saúde financeira. As cinco modalidades de crédito são oferecidas pelo Itaú BBA, e representam instrumentos essenciais para empresas que buscam crescimento sustentável e competitividade em um ambiente marcado por volatilidade e concentração de recursos em setores de alta tecnologia.

Nota: este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. As informações são baseadas em fontes consideradas confiáveis, mas podem não refletir todas as condições de mercado. O Itaú BBA não se responsabiliza por perdas, danos ou opiniões expressas no conteúdo deste e demais canais associados ou proprietários. Investimentos diretos em negócios, renda fixa e/ou variável envolvem alto risco e podem sofrer oscilações devido a fatores políticos e econômicos.

Fontes:

  • KPMG Venture Pulse Q1 2025https://kpmg.com/xx/en/home/insights/2025/venture-pulse.html
  • PitchBook – Global VC Trends 2025https://pitchbook.com/news/reports/global-venture-capital-report-2025
  • Relatório sobre investimentos em startups na América Latina (2024)https://lavca.org/industry-data/
  • Itaú BBA – Soluções para empresas de tecnologia (Nicho Tech)https://www.itau.com.br/empresas/solucoes/nicho-tech
  • Linhas BNDES para inovaçãohttps://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/inovacao