Itaú Blog

As fases da vida do Bitcoin: o que podemos esperar à frente?

É comum associar Bitcoin e outras criptomoedas à movimentos de volatilidade, mas a bem da verdade é que parte de movimentos tão bruscos como já vimos no passado guarda uma relação com a pouca idade desse mercado.

Foto do Autor

Caique Cardoso

• 4 minutos de leitura

Fonte: Shutterstock

Criado em 2008, pouco se falava do Bitcoin há alguns anos. Hoje, não podemos dizer o mesmo, há um ecossistema desenvolvido no entorno das criptomoedas: a adesão aumentou, grandes players de mercado agora têm ou buscam exposição às criptomoedas e, assim, aprofunda-se o conhecimento e cria-se uma intimidade com o tema.

Quais os sinais da maturidade?

Se ainda criança o Bitcoin teve ciclos marcados por acentuadas quedas, percebe-se que ao longo do tempo as quedas foram diminuindo cada vez mais de intensidade, acompanhadas de um grande crescimento de mercado.

A mais recente queda, que teve como pano de fundo o caso da FTX, foi de -77%, significativamente inferior às anteriores onde já atingiram impressionantes -93%.

Fonte: Glassnode, Galaxy Fund Management

O gráfico acima mostra as perdas máximas do Bitcoin ao longo do tempo. Enquanto muitos investidores podem se assustar com tamanhas quedas, é bem verdade que parte deles ficam muito animados, afinal quem não gosta de uma promoção? Para os aventurados que investiram em meio à crise, só nesse ano, a moeda já acumula um retorno de 34% em dólar e 32% em real. (Dados da Bloomberg até 14 de fevereiro de 2023).

Já adolescente, com 14 anos de idade, o Bitcoin mostra outro sinal de maturidade: a decrescente volatilidade. Ainda alta, não há como negar, a volatilidade do Bitcoin tem mostrado uma tendência para baixo, à medida que começa a se relacionar com gente grande: investidores institucionais e grandes instituições financeiras.

Fonte: Coin Metrics, Galaxy Fund Management

Durante o início deste ano, por exemplo, o Bitcoin teve uma volatilidade (30 dias) de 23% vs 50% do EWZ (ETF de Bolsa Brasileira em dólar). Um nível e comportamento já bastante similar com ativos de risco conhecidos de longa data dos investidores tradicionais.

Quais as próximas fases?

O desenvolvimento do mercado de cripto tem sido bastante acelerado e, mais recentemente, tem atraído cada vez mais nomes relevantes do mercado financeiro. Uma evidência importante dessa fase de crescimento foi o recente lançamento do BITI11, novo ETF da Itaú Asset que oferece acesso ao Bitcoin em dólar, e ajuda os investidores a acessar a maior criptomoeda do mundo de maneira segura, eficiente, transparente e em ambiente regulado.

Este processo tem aberto grandes janelas de oportunidade para investidores que gostam da tese, inclusive à medida que se aproxima o quarto ciclo de Halving¹, mas isso eu vou deixar para um próximo artigo. Nos vemos em breve.

Quer saber mais sobre o BITI11? Acesse aqui.

¹Halving do Bitcoin é um ajuste na recompensa pela mineração de um bloco de criptomoeda. Esse é um sistema importante para garantir o aspecto de escassez do Bitcoin.