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Banco Central aumenta a taxa de juros básica em 0,50% a.a.

Como esperado por nós, e pela maioria dos economistas, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a elevação da taxa Selic para 13,75% ao ano. O comunicado sugere que o Banco Central vai avaliar a necessidade de um novo ajuste para a próxima reunião.

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Itaú Asset

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Elaboração: Itaú Asset Management

O principal destaque na reunião de hoje foi a sinalização para a próxima reunião. O comitê indicou que “avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude”. Em nossa avaliação isso sugere que o BC já está indicando o encerramento do ciclo de alta de juros em setembro.

As projeções atualizadas ressaltam os desafios com os quais o Comitê se depara. No cenário de referência, que tem entre as suas premissas a trajetória para os juros da pesquisa Focus e assume que o petróleo seguirá a curva futura, a autoridade monetária antevê que o IPCA encerre 2022, 2023 e 2024 em 6,8%, 4,6% e 2,7%, respectivamente – ante 8,8%, 4,0% e 2,7% na reunião anterior. O Copom passou incorporar o impacto das medidas tributárias sobre preços de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações que estão em tramitação. Vale ressaltar que como as projeções de 2022 e 2023 estão sujeitas a impactos elevados associados às alterações tributárias, o Copom optou por dar mais ênfase a inflação no primeiro trimestre de 2024, que se encontra em 3,5% acumulado em 12 meses.

Assim como indicado em outros momentos, o balanço de riscos segue enumerando riscos altistas e baixistas. Neste aspecto a novidade fica por conta da piora da leitura em relação ao risco fiscal como risco altista para a inflação, por outro lado, o comitê ponderou que o risco de desaceleração global mais intensa pode ser baixista.

Tendo em vista a sinalização do Copom o mais provável parece ser encerrar o ciclo em 13,75%. Para o ajuste adicional de 0,25% ocorrer, terminando o ciclo em 14%, seria necessário a observação de uma inflação e, principalmente, expectativas de inflação piorando no mesmo ritmo recente.

Como de costume, seguiremos atentos aos comentários dos diretores do Copom, tanto através de documentos como a ata da reunião – a ser divulgada na próxima terça-feira (9 de agosto).