Banco Central reduziu a Selic para 13,75% a.a., em decisão amplamente esperada e com comunicado essencialmente inalterado

A decisão veio em linha com as expectativas, com um comunicado que trouxe apenas ajustes pontuais em relação à reunião anterior.

Por Comunicação Itaú Asset

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O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão, anunciada na noite desta quarta-feira (16), veio em linha com as expectativas do mercado e com um comunicado que trouxe apenas ajustes pontuais em relação à reunião anterior.

No cenário externo, o Comitê manteve a leitura de incerteza associada aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária em economias avançadas, sem adicionar novos elementos. No doméstico, o comunicado trouxe pequenas mudanças, tornando um pouco mais evidente o diagnóstico de moderação gradual da atividade econômica, ainda que em patamar resiliente e com mercado de trabalho aquecido.

Em relação à inflação e suas medidas de núcleo, por sua vez, o Comitê indicou que estas seguiram seu processo de desaceleração, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta central de 3%. Desde a reunião anterior, as expectativas coletadas pelo Relatório Focus para 2026 e 2027 passaram para 4,9% e 4,3%, respectivamente, e permanecem desancoradas, mas sem piora relevante. A projeção do modelo do Banco Central para o horizonte relevante de política monetária (1º trimestre de 2028) foi mantida em 3,2%.

De forma geral, na comunicação, o Comitê reafirmou a necessidade de serenidade e cautela e reiterou que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações. Em nossa leitura, o tom geral ficou neutro, com viés apenas marginalmente mais brando (dovish), com o reconhecimento da desaceleração da economia e sem enxergar piora relevante nas expectativas de inflação. Em resumo, o cenário base segue de continuidade do ciclo de cortes à frente, condicionada à ausência de grandes mudanças, especialmente no câmbio.

Teremos mais informações na próxima semana, com a divulgação da Ata e do Relatório de Política Monetária, que devem detalhar o diagnóstico de atividade mais fraca e as projeções para os horizontes relevantes.