Itaú Blog

Cenário Macro Mensal: Julho 2023

Confira os principais destaques da nossa atualização mensal sobre o cenário econômico na visão do time de economia da Itaú Asset, liderado por Thomas Wu como economista-chefe.

Foto do Autor

Itaú Asset

• 3 minutos de leitura

Elaboração: Itaú Asset Management

Confira os principais destaques da nossa atualização mensal sobre o cenário econômico na visão do time de economia da Itaú Asset, liderado por Thomas Wu como economista-chefe.

Cenário internacional

No contexto global, as taxas de juros permanecem elevadas em todo o mundo, mas há divergência nas estratégias a serem tomadas daqui em diante pelos bancos centrais. Países como Brasil, Chile, México e Polônia, considerados emergentes, estão iniciando um ciclo de corte nas taxas de juros, enquanto nos Estados Unidos espera-se, pelo menos, mais um aumento de taxa e, na Europa, mais dois.  

Em relação à China, o país está passando por uma transição para uma economia mais voltada para o consumo, depois de ter investido fortemente em infraestrutura e agora se encontrar com um mercado praticamente esgotado. É esperado que o governo chinês apresente medidas para impulsionar o setor imobiliário, mas existem dúvidas sobre o tamanho e impacto de tais medidas. 

O presidente Xi Jinping avalia que a China está vivenciando um momento de elevado endividamento e reconhece a existência de tensões geopolíticas de longo prazo, por isso enfatiza a importância de fortalecer a resiliência econômica do país. Apesar do expansivo crescimento no primeiro trimestre, os últimos dados do país estão piores do que os anteriores a pandemia.   

Brasil

No contexto local, é o momento de redução das taxas de juros se aproxima, porém, a discussão gira em torno da intensidade do corte em agosto,  25 ou 50 pontos percentuais. 

Essa decisão dependerá da análise do Banco Central sobre a inflação, dentro do contexto atual em que sua queda tem sido observada principalmente nos preços dos alimentos, que são considerados mais voláteis, e não nos preços dos serviços, que compõem o núcleo da inflação.

Na nossa avaliação, a comunicação da autoridade monetária, o comportamento do IPCA cheio e a manutenção da meta de inflação em 3,0% (sem grandes alterações nos parâmetros técnicos que fossem diferentes do esperado pelo mercado) são aspectos relevantes que nos indicam que um corte de juros em agosto é cenário base para o Brasil. 

Apesar da desaceleração observada na China, não vemos os preços de commodities em queda devido à decisão do presidente chinês de continuar investindo em energias renováveis, favorecendo as exportações brasileiras. 

Na última semana, atualizamos nossas projeções macroeconômicas, incorporando a perspectiva do início de um corte de juros pelo Banco Central já em agosto. Acesse aqui. 

Assista à live completa abaixo.