El Niño como teste de resiliência corporativa
Confira os destaques desta semana
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #60
O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais relevantes para a atividade econômica global. Seus impactos vão além do climático, afetando cadeias de suprimento, produção agrícola, disponibilidade hídrica, consumo de energia e custos operacionais de diversos setores. Em um cenário de maior volatilidade climática, a capacidade de adaptação das empresas torna-se cada vez mais importante para a preservação de valor no longo prazo.
Nesse contexto, nosso modelo de integração ESG busca identificar como as companhias administram riscos e oportunidades associados a questões ambientais, sociais e de governança. A análise considera não apenas a exposição aos riscos físicos relacionados ao clima, mas também a qualidade da gestão, da governança e da estratégia adotada para enfrentar desafios decorrentes em um contexto em constante transformação.
Ao acompanhar fenômenos como o El Niño, compreender a influência de fatores climáticos em setores, modelos de negócio e a capacidade de adaptação das empresas no longo prazo se torna essencial. Nosso monitoramento contínuo permite incorporar esses fatores no processo de investimento, avaliando riscos, oportunidades e potenciais impactos na geração de valor.
Esse cenário evidencia que a resiliência climática representa um elemento relevante para a análise de crédito para além do operacional apenas no âmbito de gestão de riscos e identificação de empresas posicionadas para enfrentar os desafios de uma economia em transição.
Essa visão também está alinhada à proposta do Active Fix ESG, nosso fundo de crédito que combina análise financeira e um objetivo de investimento sustentável de geração de benefícios socioambientais positivos.
Super El Niño pode causar 13 mil mortes no Brasil até fevereiro, diz estudo
Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago projeta que o Brasil poderá registrar cerca de 13,3 mil mortes adicionais até fevereiro de 2027 em decorrência do calor extremo associado ao Super El Niño. A estimativa coloca o país entre os mais afetados globalmente pelos impactos do fenômeno climático.
Segundo os pesquisadores, o aumento das temperaturas deverá elevar significativamente a frequência de dias extremamente quentes, com impactos mais intensos nas regiões Norte e Nordeste. Estados como Pará, Maranhão, Amazonas e Bahia concentram as maiores projeções de mortalidade adicional.
O relatório destaca que a capacidade de adaptação será determinante para reduzir os impactos, reforçando a importância de medidas como sistemas de alerta, infraestrutura de resposta a emergências e proteção de populações vulneráveis diante de eventos climáticos mais severos.
Clima abre nova fronteira de valor para o agro
Publicação da Capital Reset mostra que a adaptação climática deixou de ser apenas uma agenda socioambiental para assumir papel central na estratégia econômica e de investimentos. O texto destaca que há amplo interesse de investidores por projetos ligados à transição climática e que o principal desafio passa a ser a estruturação de oportunidades aptas a receber esse capital.
O artigo destaca como o agronegócio é um tema de crescente recorrência na New York Climate Week, com discussões sobre a combinação entre mitigação e adaptação cria uma oportunidade de geração de valor. Práticas como recuperação de pastagens, agricultura de baixo carbono, eficiência operacional e regularização ambiental passaram a facilitar o acesso a crédito, reduzir custos financeiros e abrir novas fontes de receita ligadas a ativos ambientais.
O artigo também ressalta que o conhecimento acumulado pelo Brasil em agricultura tropical pode se tornar um ativo estratégico em um cenário de aquecimento global, ampliando o potencial de exportação de tecnologias, soluções produtivas e modelos de adaptação climática.
Comissão Europeia lança leilão de €1 bilhão para descarbonização do calor industrial
A Comissão Europeia divulgou os termos finais do IF26 Heat Auction, leilão com orçamento de €1 bilhão destinado a apoiar projetos de descarbonização do calor utilizado em processos industriais. O programa será financiado por recursos provenientes do sistema europeu de comércio de emissões e oferecerá subsídios vinculados à redução comprovada de emissões de CO₂.
A iniciativa busca acelerar a adoção de tecnologias como eletrificação industrial, bombas de calor, armazenamento térmico, energia renovável e, pela primeira vez, soluções nucleares. O objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis em atividades que atualmente respondem por parcela significativa das emissões industriais europeias.
Além de contribuir para as metas climáticas da União Europeia, o leilão pretende fortalecer a competitividade industrial, ampliar a segurança energética e gerar aprendizados para a futura implementação do banco europeu de descarbonização industrial, que poderá mobilizar até €100 bilhões em investimentos
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