Itaú Blog

Pílula de ETF: Seus Investimentos e Bitcoin

Bitcoin no radar dos investidores

Foto do Autor

Renato Eid

• 3 minutos de leitura

Num mundo assolado por uma inflação persistente, desvalorização monetária, políticas fiscais divergentes, crescente multipolaridade e outros desafios macroeconômicos, o Bitcoin chama atenção pela natureza não soberana, transparente e previsível, conquistando um nicho para si mesmo como um ativo quase que indispensável em uma carteira de investimentos diversificada.

O Bitcoin garante uma política monetária transparente, previsível e imutável, o que levou muitos a se referirem a ele como “ouro digital”. O Bitcoin compartilha os atributos tradicionais do ouro de ser uma reserva de valor não soberana com uma oferta escassa, mas também supera o ouro em muitos aspectos: significativamente mais portátil, verificável, transferível e divisível, além da previsibilidade inflacionária

Historicamente, a correlação do Bitcoin em relação aos ativos estabelecidos, em média, oscila dentro de uma faixa de +/- 0,30 em torno de zero. Importante para diversificação, correlações tipicamente baixas adicionadas ao seu perfil de retorno assimétrico permitiram resultados de melhoria de retorno quando adicionado a carteiras tradicionais. Isso tudo, mesmo considerando a sua maior volatilidade histórica, que inclusive está cedendo ao longo dos últimos meses.

Nosso parceiro Galaxy, realizou um estudo onde geraram carteiras de investimento contendo alocações de bitcoin de 1% a 10%, além dos ativos tradicionais como commodities, ações, e renda fixa. Em todos os cenários, a análise indica que a melhor abordagem para a construção de portfólio é “sair do zero” quando se trata de alocação de bitcoin. Independentemente da origem da realocação, todas as carteiras analisadas se beneficiaram de uma alocação em bitcoin, com aumento nas medidas de Sharp e Sortino conforme tabela abaixo.

Vale ainda lembrar que aproximadamente a cada quatro anos, a quantidade de bitcoins emitidos cai pela metade. O acontecimento do chamado halving que deve ocorrer no próximo ano é um evento importante onde a remuneração pela atividade de mineração, ou seja, pela oferta de novas moedas é reduzida. Isso ocorre justamente para sustentar o seu pilar de escassez.

Soma-se a este pano de fundo a corrida para aprovação de ETF de Bitcoin à vista no mercado americano, o maior e mais líquido do mundo. O que pode ser um marco importante para essa indústria pelo acesso facilitado aos maiores investidores do mundo e também por um reconhecimento do Bitcoin como uma classe de ativo cada vez mais madura.

No Brasil, já é possível investir em Bitcoin com ETF pelo BITI11, que além de trazer praticidade traz segurança para o investidor.

 Clique aqui para conhecer mais do BITI11. Para investir busque a sua Corretora.