Proxy Season: maior diversidade entre a alta liderança das empresas é um dos temas discutidos; confira
Confira os destaques do Radar ESG desta semana
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #38
A Proxy Season, temporada de assembleias das empresas que acontece principalmente entre março e abril no Brasil, é um momento importante para quem investe em ações. São nessas assembleias que são discutidos temas importantes como eleição de conselhos, remuneração de executivos e práticas de governança.
Mesmo que você invista por meio de fundos, como os da Itaú Asset, seu capital consegue influenciar as decisões que determinam o futuro estratégico das empresas. Um dos temas que ganha cada vez mais espaço nessas votações é a diversidade nos Conselhos de Administração.
Existem iniciativas as quais defendem maior equilíbrio de gênero na liderança das empresas, sendo um fator que estudos associam a melhores decisões e resultados no longo prazo. Indo além na pauta, temas como transparência e maior clareza nos reports e metas climáticas também são discutidos, reforçando a importância de uma governança mais responsável e com visão completa de riscos e oportunidades.
Acompanhar a Proxy Season é uma forma de entender como os seus investimentos e seu retorno financeiro são influenciados pela governança das empresas e abrem caminho para moldar práticas mais eficientes no mercado.E, nesse contexto, o papel ativo dos gestores ao votar e engajar com as empresas se torna cada vez mais relevante para gerar valor no longo prazo.
Veja o resultado da atuação da Itaú Asset nessa proxy season através dos votos realizados na página de Investimento Responsável.
Temporada de assembleias deve renovar mais de 300 conselheiros e reacende debate sobre governança no Brasil
A atual temporada de assembleias de acionistas no Brasil deverá resultar na eleição de 333 novos membros de conselhos de administração até o fim de abril, em 45 das 79 companhias que compõem o Ibovespa, segundo levantamento encomendado pelo Valor Econômico. O volume significativo de renovações ocorre em um contexto marcado por maior escrutínio sobre governança corporativa, especialmente em empresas estatais ou em processo de reestruturação financeira.
Especialistas avaliam que o ciclo atual evidencia a crescente centralidade dos conselhos como instâncias-chave de gestão de risco, alocação de capital e supervisão estratégica, sobretudo em um ambiente de volatilidade econômica e institucional. A dinâmica das assembleias reforça que a governança deixou de ser um tema formal e passou a influenciar diretamente a confiança, o valor de mercado e as decisões de investimento.
Nesse cenário, a qualidade, a independência e a diversidade dos conselhos ganham relevância crescente como fatores estruturais para a resiliência das companhias brasileiras.
ISE da B3 avança 36,8% em 2025 e reforça papel no mercado de capitais
O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) vai além de um selo ESG e se consolida como um importante filtro de qualidade para o mercado de capitais brasileiro, influenciando a percepção de risco, governança e credibilidade das companhias listadas. Criado em 2005, o índice seleciona anualmente empresas com melhores práticas ambientais, sociais e de governança a partir de um processo estruturado que envolve questionários detalhados, envio de evidências e critérios objetivos.
A avaliação considera múltiplas dimensões, como meio ambiente, clima, capital humano, capital social, governança e inovação, além de monitorar riscos reputacionais e revisar periodicamente requisitos de liquidez ao longo do ano. A entrada no ISE não altera automaticamente os fundamentos financeiros de uma empresa, mas tende a afetar a forma como investidores avaliam seus riscos de longo prazo, podendo influenciar fluxo de capital, custo de financiamento e engajamento com investidores institucionais.
Por outro lado, a saída do índice costuma acender alertas no mercado, gerando questionamentos sobre governança, gestão de riscos ou controvérsias relevantes. Especialistas destacam que o ISE atua mais como régua mínima do que como certificação definitiva: estar no índice não significa ausência de riscos, mas indica que a companhia superou um patamar mínimo em temas hoje diretamente ligados à confiança e à resiliência empresarial.
Nesse sentido, o índice reflete a maturidade crescente da agenda ESG no Brasil e sua integração progressiva às decisões de investimento
Para investidores interessados em capturar essa agenda de forma diversificada, o ETF ISUS11, do Itaú Asset, replica o desempenho do ISE B3, permitindo exposição simples e transparente a empresas líderes em práticas ESG no Brasil. Confira a lâmina em nosso site.Transição energética atinge ponto de virada
A transição energética global entrou em um ponto de inflexão inédito, marcado pela queda simultânea da geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis em países desenvolvidos e emergentes, sinalizando que a descarbonização do setor elétrico deixou de ser apenas projeção e passou a se materializar na prática.
Dados da Ember mostram que todos os 38 países da OCDE já ultrapassaram seu pico de geração fóssil e, pela primeira vez, grandes economias fora do bloco, como China e Índia, também registraram redução em 2025. O movimento foi impulsionado sobretudo pela rápida queda de custos das fontes solar e eólica, que passaram a avançar por força de mercado.
Apesar desse avanço estrutural, especialistas alertam que as políticas públicas seguem defasadas frente ao ritmo tecnológico. Nesse contexto, mais de 400 cientistas reunidos na Conferência de Santa Marta, na Colômbia, apresentaram um plano científico para orientar a saída organizada de petróleo, gás e carvão, buscando recolocar a ciência no centro das decisões climáticas e das negociações internacionais.
O plano SMART reúne 12 ações práticas voltadas à construção de roadmaps nacionais adaptados às realidades de cada país, com foco em transição justa, substituição de receitas em economias dependentes de fósseis, reforma de subsídios, alívio da dívida e superação de barreiras políticas e institucionais. A iniciativa reforça que o desafio já não é a viabilidade técnica da transição, mas sua governança, financiamento e implementação coordenada.
Acompanhe também os principais índices ESG
Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.
A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.
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