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Relatório Semestral Crédito Estruturado | Junho 2023

Confira o comentário da equipe de gestão sobre o cenário, detalhes sobre a performance e carteira dos fundos abertos e listados da mesa de Crédito Estruturado da Itaú Asset.

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Itaú Asset

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Elaboração: Itaú Asset Management

Foi um semestre desafiador, para dizer o mínimo. Em várias métricas foi o período mais conturbado para o mercado de crédito local dos últimos anos. Neste sentido, ao apresentar esse relatório com os resultados dos fundos de investimento geridos pela mesa de crédito estruturado da Itaú Asset, temos um misto de satisfação - pelo trabalho realizado, orgulho - pelo desempenho alcançado mesmo em um período mais estressado, humildade - pois o mercado segue em um movimento de bastante volatilidade, e um certo temor pelas dificuldades de leitura do ambiente macroeconômico de curto e médio prazos no Brasil.

Em relação ao primeiro semestre deste ano vale mencionar, inicialmente, que tivemos um acaso que nos auxiliou no resultado positivo de algumas estratégias.

Conforme descrito no relatório semestral do ano passado, a partir de 1º de janeiro de 2023 ocorreu uma mudança regulatória pela qual os ativos de crédito privado (notadamente debêntures) passaram a ser marcados a mercado, ou seja, os investidores (especialmente pessoas físicas) começaram em grande parte a perceber a variação positiva ou negativa dos preços de mercado destes ativos que, até então eram “marcados na curva” e sem volatilidade. A nossa expectativa era que tal mudança regulatória pudesse causar algum stress no mercado secundário de títulos e, neste sentido, estávamos com liquidez nos nossos fundos para aproveitar oportunidades de compras no primeiro trimestre advindos deste possível cenário. “Atiramos no que vimos e acertamos no que não vimos”. Veio a crise causada por Lojas Americanas e Light - grande stress de mercado não passível de previsão - estávamos com liquidez nos fundos pela razão exposta acima e não tivemos grandes problemas ou resgates relevantes em nossos portfólios (não tínhamos qualquer exposição a Light e tínhamos uma exposição bastante reduzida - menor que 1% do PL de dois fundos somente - de Lojas Americanas, com parte já vendida em mercado e outra parte já provisionada). Assim, após aguardar algum tempo para entender a profundidade do ocorrido, utilizamos a liquidez construída em carteira para fazer aquisições pontuais quando, na nossa visão, havia ocorrido distorções de preços não justificadas. Tais aquisições foram bastante benéficas aos fundos abertos da nossa mesa e em outras carteiras e foram importantes para os bons resultados indicados ao longo do relatório.

Além do acima, ajudou a proteger os portfólios neste primeiro semestre a opção que fizemos por investir em setores mais resilientes (Agro e Infraestrutura, por exemplo) e termos evitado, em grande parte, justamente os setores de varejo e serviços onde se concentrou a maior parte da crise de crédito do primeiro trimestre.

Entendemos também que ajudou os nossos fundos a navegar melhor a crise de crédito do começo de 2023 a decisão acertada que tomamos há mais de um ano de aumentar no nosso portfólio as operações de securitização de recebíveis, especialmente via Fundos de Investimento em Direitos Creditórios – FIDCs. Tivemos alguns eventos de aceleração destes veículos em nossas carteiras, mas, ainda assim, recebemos 100% dos nossos créditos e de suas remunerações, o que nos trouxe certo conforto com a estrutura de securitização, não obstante, estamos acompanhando com especial atenção na nossa mesa de crédito o tratamento que o poder judiciário vem dando a tais instrumentos em casos de disputas. Neste assunto relativo ao poder judiciário, gostaríamos de informar que nesse semestre passamos a discutir nos nossos comitês de crédito o local de sede dos tomadores de crédito, uma vez que decisões heterodoxas estão se avolumando em certas jurisdições específicas e, assim sendo, a nossa tendência será não realizar operações em tais jurisdições ou solicitar um prêmio de risco maior. A análise do local da sede do tomador, algo já realizado em deals específicos, passou a ser mais um elemento de análise das operações em que investimos.

Para ler o comentário da gestão na íntegra e acompanhar a performance e detalhes da carteira dos fundos abertos Itaú Active Fix Dual, Itaú Precision Advanced e Itaú Flexprev Advanced e fundos listados IFRA11, RURA11 e TMPS11, acesse o relatório completo abaixo.

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