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Mercado acompanha aprovação do novo arcabouço fiscal

Nova regra de controle das contas públicas foi aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados; agora, texto segue para avaliação do Senado

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

O arcabouço fiscal seguiu no centro da atenção dos investidores nesta semana, com a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados. Na frente de dados, o IPCA-15 desacelerou em maio, corroborando o cenário de uma desinflação gradual em curso no país.

Já nos EUA, a divulgação de dois indicadores surpreendeu o mercado financeiro: enquanto a inflação medida pelo núcleo do PCE acelerou, o PIB do primeiro trimestre foi revisado para cima. Por enquanto, entre as autoridades do Federal Reserve, parece não haver um consenso entre uma pausa ou uma alta adicional nos juros para a próxima reunião.

Confira os destaques da semana:

Câmara dos Deputados aprova novo arcabouço fiscal

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base que estabelece a nova regra de controle das contas públicas. O crescimento dos gastos para 2024 passa a ser limitado a 70% do aumento da arrecadação, ao contrário da versão anterior, que previa o crescimento das despesas em 2,5% (em termos reais). Porém, se, em maio de 2024, a projeção atualizada da receita para o ano for revisada para cima, o mesmo acontecerá com o crescimento dos gastos. Agora, o texto segue para avaliação do Senado.

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IPCA-15 desacelera e fica em 0,51% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve uma alta de 0,51% em maio, desacelerando em relação a abril e abaixo das expectativas. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,07%, abaixo dos 4,16% observados anteriormente. O resultado corrobora o cenário de desinflação em curso, embora as medidas de núcleo sigam pressionadas. A inflação acumulada em 12 meses ainda deve recuar para ao redor de 3,7%, com o efeito base dos cortes de impostos em 2022 e cortes recentes de combustíveis. Projetamos o IPCA de 2023 em 5,8%.

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Ata do Fed aponta que não há consenso sobre próximos passos

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou que alguns participantes acreditam que, se a economia evoluir conforme suas perspectivas, talvez não seja preciso subir mais os juros. Porém, outros comentaram que, se o processo de desinflação seguir lento, um aperto adicional ainda pode ser necessário. Neste contexto, a flexibilidade e a opcionalidade nas decisões de política monetária seguem sendo a principal mensagem com relação à orientação futura do Fed.

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PIB nos EUA foi revisado para 1,3% no primeiro trimestre

O Escritório de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês) dos EUA divulgou a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2023. O indicador avançou 1,3% na comparação trimestral em termos anualizados, acima da leitura inicial e das expectativas (ambas em 1,1%). O resultado aponta para uma desaceleração gradual da economia, movimento já esperado diante das altas de juros promovidas pelo Fed para controlar a inflação.

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Inflação dos EUA medida pelo PCE acelera

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA teve uma alta mensal de 0,4% em abril. O indicador, que exclui as pressões de energia e alimentos, veio acima da projeção do mercado.Na comparação anual, a alta de 4,7% também ficou acima do registrado em março e das expectativas. De maneira geral, os dados apontam resiliência no consumo e nas pressões de preços no país.

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Banco central da China mantém taxas de juros

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos inalteradas, em linha com as expectativas do mercado. Com isso, a Loan Prime Rate (LPR) com vencimento de um ano segue em 3,65% ao ano, enquanto a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, permanece em 4,30% ao ano.

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PMI da zona do euro desacelera em maio

O PMI da zona do euro desacelerou mais do que o esperado em maio, atingindo 53,3 pontos, mas seguiu indicando crescimento sólido no segundo trimestre. Apesar do resultado, o indicador segue acima dos 50 pontos, o que sinaliza expansão da atividade. Já nos EUA, o PMI composto avançou além das expectativas, para 54,5. O setor manufatureiro recuou para território contracionista, enquanto o de serviços apresentou atividade mais robusta.

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Inflação desacelera no Reino Unido

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 8,7% em abril, na comparação anual, desacelerando em relação a março, mas acima das expectativas. Os preços de energia contribuíram para a desaceleração. A leitura aponta para um processo de desinflação mais lento do que o esperado pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), pressionando as autoridades por novas altas nos juros. Atualmente, o mercado precifica cerca de 100 pontos-base de alta adicional.

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