Alteramos as alocações da nossa carteira internacional e revisamos a local

Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú, resume a análise do cenário e as alocações do comitê de investimentos de dezembro

Por Itaú Private Bank

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Carta mensal de investimentos
Crédito: Itaú Private Bank

Nesta quarta-feira, 11, divulgamos as perspectivas e estratégias do nosso comitê de investimentos, que se reúne mensalmente para decidir as alocações táticas das carteiras-modelo baseadas no cenário macroeconômico global. Desta vez, mantivemos nossas posições no portfólio local, de acordo com as revisões feitas pelo comitê extraordinário realizado no começo do mês, e alteramos nossas posições em bolsa europeia e títulos de crédito americano sem grau de investimento no portfólio internacional.

Entenda a seguir a nossa avaliação do cenário e dos mercados:

Internacional

  • Esperamos que a atividade continue mostrando um crescimento robusto nos EUA, refletindo o excepcionalismo da economia americana, e temos como cenário base a implementação moderada de novas políticas econômicas, especialmente no caso das tarifas e da imigração, por parte do novo governo Trump.
  • Projetamos um cenário em que os EUA seguem apresentando atividade resiliente e inflação acima da meta, mas sem aceleração, resultando em algum espaço adicional para cortes de juros por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) no próximo ano.
  • Na Europa, a economia segue apresentando crescimento fraco e surpreendendo negativamente na margem. Enquanto isso, o nível de protecionismo americano e as instabilidades políticas na Alemanha e na França, as duas principais economias europeias, trazem incerteza e agravam um quadro já desafiador para a região.
  • Na China, os dados de atividade econômica têm apresentado melhora e o país deve alcançar a meta de crescimento ao redor de 5% este ano. Já para 2025, embora continuem aparecendo novos estímulos, o cenário continua incerto, com o risco tarifário dos EUA e a persistência da crise imobiliária doméstica no radar.
  • Nesse contexto, optamos por posicionar as carteiras de nossos clientes a fim de ser beneficiarem de um quadro mais benigno nos EUA e se protegerem de um quadro mais desafiador na Europa.

Local

  • O anúncio do pacote fiscal frustrou as expectativas e levantou dúvidas sobre o cumprimento do arcabouço e a sustentabilidade fiscal à frente.
  • Ao mesmo tempo, o câmbio depreciou, as pressões inflacionárias aumentaram e a atividade econômica se mostrou mais resiliente.
  • Diante disso, nossa projeção é de que o Banco Central aumentará a taxa Selic de maneira mais acelerada e para patamar mais contracionista.
  • Nesse cenário, realizamos um comitê extraordinário no início do mês e optamos por manter uma postura mais defensiva em nossas carteiras recomendadas.

Confira no áudio abaixo um resumo feito pelo CIO do Itaú, Nicholas McCarthy:

Para acessar o relatório completo, fale com sua equipe de atendimento.

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