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Americanos voltam às urnas para definir formação do Congresso

No Radar do Mercado: acontecem hoje nos EUA as eleições de meio mandato; na China, enquanto casos de Covid-19 sobem, governo reforça comprometimento com política de tolerância zero contra a doença

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Crédito: Getty Images

Os americanos retornam hoje às urnas para renovar as cadeiras da Câmara dos Deputados e parte do Senado. As "Midterms", eleições de meio de mandato, são realizadas dois anos após as presidenciais. Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara e 35 assentos no Senado. Governadores, prefeitos e vereadores de alguns estados também serão eleitos.

Atualmente, os democratas possuem maioria na Câmara. No Senado, existe um empate, com a vice-presidente Kamala Harris tendo direito a votos de desempate. Porém, alguns fatores favorecem uma boa performance dos republicanos nas eleições, como a tendência histórica de que partidos fora do poder costumam conquistar mais cadeiras nas Midterms. Além disso, há uma mudança de foco na agenda do país: se antes os eleitores avaliavam o enfrentamento da pandemia, agora, a inflação toma as atenções, com efeito negativo para o partido no poder.

No cenário mais provável, com ambas as casas sob controle republicano, a política fiscal à frente deve ser mais restritiva, mesmo em caso de recessão, enquanto deve ser observado um endurecimento de postura frente à China, com maior apoio a Taiwan e limitação de exportação de tecnologia americana ao país. Outro fator em foco será o desempenho dos candidatos pró-Trump, como um guia para as perspectivas do ex-presidente para a corrida presidencial de 2024.

China volta a registrar alta de casos de Covid-19

Os casos de Covid seguem em alta expressiva para os padrões chineses (com 7691 novos casos confirmados ontem). Agora, o epicentro está na capital de Guangdong, província responsável por cerca de 11% do PIB do país. Os lockdowns têm sido mais localizados em alguns distritos, mas até agora sem nenhum bloqueio geral como os observados em Xangai em abril deste ano.

No final de semana, a Comissão Nacional de Saúde da China reforçou em uma coletiva de imprensa o comprometimento do governo local com a estratégia de tolerância zero contra a Covid-19 e anunciou que ainda não há um novo protocolo para substituir o atual, frustrando as esperanças de alguma flexibilização.

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