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Ata do Copom: tom inalterado

No Radar do Mercado: o Banco Central divulgou a ata de sua última reunião, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 13,75%. Governo indica dois novos diretores para o Banco Central

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Foi divulgada nesta terça-feira, 09, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), trazendo mais detalhes da última decisão de política monetária. Como esperado, o documento não trouxe mudança no tom em relação ao comunicado da semana passada.

A ata traz uma ampla discussão sobre a taxa de juro neutra. A possível elevação das taxas de juros neutras nas principais economias, a resiliência na atividade econômica brasileira e um processo desinflacionário lento podem ser compatíveis com uma medida de taxa neutra mais alta do que a usada pelo comitê. Contudo, a autoridade monetária julgou que ainda precisa de mais tempo para avaliar essa interpretação.

A ata também sugere uma perspectiva um pouco melhor para a inflação, possivelmente relacionada a componentes mais voláteis do IPCA por conta de preços no atacado, que tem apresentado deflação. Ainda esperamos que o Copom inicie um ciclo de corte gradual de juros em sua reunião de outubro-novembro, levando a Selic a 12,5% até o final do ano.

Os próximos grandes eventos na frente de política monetária serão a sabatina no Senado dos novos diretores nomeados para o Banco Central (mais detalhes abaixo) e a decisão sobre a meta de inflação, até o final de junho.

Governo indica dois novos diretores para o Banco Central

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou ontem dois novos diretores para as cadeiras vagas no Copom. Gabriel Galípolo, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, foi indicado para o cargo de diretor de Política Monetária. Já Ailton Aquino, servidor da autarquia, foi indicado para o cargo de diretor de Fiscalização. Antes de assumirem seus cargos, ambos precisarão passar por sabatina no Senado Federal. 

Os mandatos dos dois diretores que ocupavam esses cargos expiraram no final de fevereiro. Vale ressaltar que Galípolo é visto como um economista com sólidas ligações com o ministro Haddad e a imprensa o retrata como um nome forte para substituir o Roberto Campos Neto, atual presidente do BC, no final de 2024.

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