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Ata do Fed sinaliza possível desaceleração no ritmo de altas

No Radar do Mercado: documento indica que a maioria das autoridades do Fed acredita que uma desaceleração no ritmo provavelmente será apropriada em breve; na zona do euro, PMI composto subiu em novembro

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou hoje a ata de sua última reunião, quando as autoridades elevaram novamente os juros em 75 pontos-base, em uma decisão unânime, e sinalizaram a possibilidade de mudança de estratégia para o próximo encontro, em dezembro. Hoje, as taxas estão no intervalo de 3,75% a 4%.

O documento reforçou que aumentos contínuos provavelmente serão necessários ao longo das próximas reuniões, mas indicou que a maioria dos participantes julgou que uma desaceleração no ritmo provavelmente será apropriada em breve, potencialmente arrefecendo o ritmo para 50 pontos-base, a depender da evolução dos dados.

Ao mesmo tempo, alguns membros concluíram que, para atingir seus objetivos, a taxa de juros terminal deve ser um pouco mais alta do que o previsto anteriormente. Dessa forma, devem ficar em foco no próximo encontro não apenas o movimento dos juros, mas qual o nível de taxa terminal esperado pelas autoridades.

Na última atualização das projeções dos membros do comitê, em setembro, as taxas atingiriam 4,4% ao final deste ano e 4,6% em 2023. As próximas estimativas serão publicadas no encontro de dezembro. Nossa expectativa é que os juros básicos devam atingir o intervalo de 5,25% a 5,50%.

PMI composto da zona do euro sobe, contrariando expectativas

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu em novembro, contra expectativa de queda adicional pelo mercado. Após avançar 0,5 ponto, o PMI composto atingiu 47,8, mas se destaca que leituras abaixo de 50 indicam uma contração da atividade.

O PMI industrial da região acelerou para 47,3, enquanto o PMI de serviços manteve o ritmo do mês anterior, 48,6. Em ambos os casos, o mercado projetava adicional contração dos índices.

A pesquisa destaca algum alívio das restrições de oferta e arrefecimento das pressões sobre preços, principalmente no setor manufatureiro. Os custos das empresas aumentaram na taxa mais lenta em 14 meses.

A melhora do indicador oferece alguma esperança de uma recessão menos intensa do que o imaginado. Ainda assim, os atuais níveis dos componentes seguem indicando que a região entrará em uma recessão neste fim de ano.

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