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Economia e mercados: Ata reforça que Fed ainda deve elevar os juros americanos

Documento divulgado nesta semana apontou que parte das autoridades preferiam elevar os juros; no cenário local, destaque foi a aprovação da reforma tributária na Câmara

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Apesar da decisão unânime por uma pausa no ciclo de altas, a ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano) revelou que algumas autoridades preferiam ter elevado os juros.

Ainda nos EUA, a criação de vagas em junho veio abaixo do esperado, mas não deve alterar a expectativa do mercado de uma alta de 25 pontos-base nos juros na reunião de julho.

No cenário local, o grande destaque da agenda nesta semana foi a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados.

Confira os destaques da semana:

Ata mostra Fed dividido entre pausa e alta nos juros em junho

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostrou que alguns membros eram a favor de uma alta de 25 pontos-base, diante do mercado de trabalho apertado e dos poucos sinais de que a inflação está desacelerando, mas optaram com a maioria pela pausa no ciclo. Além disso, quase todos disseram que altas adicionais provavelmente seriam apropriadas. As projeções das autoridades seguem indicando uma leve recessão ao final de 2023, seguida de uma recuperação moderada, mas com a possibilidade de a economia continuar a crescer lentamente.

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Payroll: EUA criam 209 mil vagas em junho

O Payroll, relatório de folha de pagamentos do Departamento do Trabalho dos EUA, indicou a criação de 209 mil vagas em junho, abaixo das expectativas e desacelerando o ritmo na comparação com maio. Por outro lado, a taxa de desemprego recuou para 3,6% e a taxa de participação se manteve estável em 62,6%, enquanto os ganhos salariais por hora trabalhada subiram além do esperado. A leitura não deve alterar a expectativa do mercado por uma alta de 25 pontos-base nos juros na próxima reunião do Federal Reserve, que acontece agora em julho.

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Produção industrial avança além do esperado em maio

A produção industrial do Brasil teve uma alta mensal de 0,3%, acima das expectativas do mercado (0%). Frente a maio de 2022, a indústria avançou 1,9%, também além do esperado. O resultado foi impulsionado pelo segmento extrativo/mineração. Esperamos uma relativa estabilidade no próximo mês, com a produção industrial encerrando o segundo trimestre com crescimento próximo de zero no período. Nosso tracking (estimativa de alta frequência) para o PIB no 2T23 permaneceu estável em 0,2% tri/tri.

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Reforma tributária é aprovada na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da reforma tributária. A proposta aprovada prevê a fusão de três tributos federais (PIS, Cofins, IPI), um estadual e um municipal (ICMS e ISS, respectivamente) em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que começará a ser implementado em 2026. O governo federal administrará uma parte da alíquota, enquanto estados e municípios ficam responsáveis pela outra parte. Em 2027, PIS e Cofins serão substituídos, enquanto a migração dos impostos estaduais e municipais deve terminar em 2033.

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Destaques da próxima semana 📅

A inflação estará no centro da atenção dos investidores na próxima semana. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) será divulgado pelo IBGE na próxima terça-feira, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos será publicado na quarta-feira. Na frente de atividade do Brasil, o volume mensal de serviços e as vendas no varejo de maio serão publicados na quarta e na sexta-feira, respectivamente.