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Banco central da China mantém taxas de juros

No Radar do Mercado: Em linha com as expectativas, o PBoC manteve suas taxas de juros; na zona do euro, a conta corrente segue em queda

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos inalteradas. Com isso, a Loan Prime Rate (LPR) com vencimento de um ano permanece em 3,65% ao ano, enquanto a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, em 4,30% ao ano.

A decisão veio em linha com as expectativas do mercado, uma vez que o PBoC já havia mantido sem alterações suas principais taxas de juros da linha de crédito de médio prazo (MLF) recentemente.

A manutenção das taxas reflete a busca das autoridades por um equilíbrio, dando suporte para a economia sem criar novos riscos. A divergência de política do PBoC, na comparação com a maioria das grandes economias que têm aumentado as taxas de juros para controlar a inflação, elevou a pressão sobre a moeda chinesa e limitou o espaço para manobras de flexibilização monetária.

Conta corrente segue em queda na zona do euro

A conta corrente da zona do euro registrou um déficit em julho de 19,9 bilhões de euros, abaixo do superávit de 4,2 bilhões do mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE). No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo é positivo, mas recuou de 116 bilhões para 69 bilhões de euros (o que equivale a 0,5% do PIB da região).

A deterioração da balança comercial acontece especialmente devido aos altos preços de energia, impulsionados pelo conflito na Ucrânia. Apesar da tentativa de reduzir sua dependência da energia russa, vale lembrar que a zona do euro é importadora líquida, ou seja, dependente de fontes externas.

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