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Banco Central Europeu reforça que tensões financeiras trazem incertezas para inflação

No Radar do Mercado: o Banco Central Europeu divulgou a ata de sua última reunião, quando houve um aumento de 50 pontos-base nos juros; na China, PBoC manteve suas taxas de juros inalteradas

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião, quando as taxas de juros subiram 50 pontos-base, mantendo o ritmo de alta. Hoje, a taxa de refinanciamento está em 3,5%, a de depósitos em 3% e a de empréstimos em 3,75%.

Segundo o documento, alguns membros preferiam não subir os juros até que as tensões financeiras diminuíssem, mas a maioria reconheceu a resiliência da inflação, que pode permanecer alta por um longo período, o que justificou a elevação desta magnitude.

Quanto aos acontecimentos no sistema bancário, a ata destacou que o setor é sólido na Europa, mas que as tensões financeiras trazem incertezas não só para a inflação, mas também para o crescimento econômico.

As autoridades também observaram que as condições de crédito estão mais restritivas, mas reconheceram ter tempo até a reunião de maio para reavaliar o efeito desse aperto na inflação. Ao mesmo tempo, afirmaram que estão prontas para fornecer suporte de liquidez, se necessário, para garantir uma transmissão suave da política monetária.

À frente, concordaram que o nível de incerteza reforça uma abordagem dependente de dados para as decisões, reconhecendo as informações limitadas sobre como a turbulência bancária se desenvolveria. E reforçaram que, se as perspectivas de inflação se confirmassem, ainda haveria um caminho a percorrer para garantir o retorno da inflação à meta, reiterando que a estabilidade de preços é o objetivo primordial do BCE.

Banco Central da China mantém taxas de juros

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos inalteradas. Com isso, a Loan Prime Rate (LPR) com vencimento de um ano segue em 3,65% ao ano, enquanto a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, está em 4,30%.

A decisão veio novamente em linha com as expectativas, uma vez que as principais taxas de juros da linha de crédito de médio prazo (MLF) do país já haviam sido mantidas recentemente em 2,75%.

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