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BC britânico eleva juros novamente em 25 pontos-base

No Radar do Mercado: o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou a taxa de juros em linha com o esperado; na China, os indicadores de preços vieram abaixo das expectativas do mercado

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Crédito: Getty Images

BC britânico eleva juros novamente em 25 pontos-base

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou nesta quinta-feira a sua taxa de juros em 25 pontos-base, para 4,50%, em linha com as expectativas do mercado e mantendo o ritmo anterior. Esta foi a 12ª alta consecutiva promovida pelas autoridades, colocando os juros em nível mais alto desde outubro de 2008.

Novamente, a decisão não foi unânime. Dois dos nove dirigentes preferiam manter a taxa em 4,25%. O documento apontou que a inflação permanece alta, rodando em cerca de 10% desde o último verão no país, principalmente devido à guerra na Ucrânia, que levou a um aumento no preço da gasolina e de alguns alimentos básicos, como o trigo.

As autoridades esperam que a inflação caia mais acentuadamente a partir de abril deste ano e que a meta de 2% seja atingida até o final de 2024. Quanto ao PIB, as autoridades esperam uma estabilidade no primeiro semestre deste ano.

No entanto, o comunicado destacou que permanecem incertezas quanto ao ritmo de queda da inflação e reforçou que as autoridades estão monitorando de perto os indicadores de preços, o aperto das condições do mercado de trabalho, o comportamento do crescimento salarial e da inflação de serviços. E afirmou que, se houver evidência de uma pressão inflacionária persistente, novas altas nos juros poderão ser feitas.

Inflação chinesa desacelera além do esperado em abril

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China desacelerou de 0,7% para 0,1% em abril, na comparação anual, além do esperado pelo mercado (0,4%). O movimento foi influenciado pela queda nos preços de alimentação, que caíram de 2,4% para 0,4%.

O núcleo do indicador, que exclui componentes mais voláteis, como alimentos e energia, manteve o ritmo do mês anterior, de 0,7% na base anual, ainda sem indicações de pressão inflacionária.

Também houve a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) do país, que permaneceu em patamar negativo, mas acentuando a queda para 3,6% na base anual, em uma desaceleração mais intensa do que o projetado pelo mercado (-3,2%).

De maneira geral, os dados indicam que a atividade perdeu força em abril na China, após um primeiro trimestre forte com a reabertura da economia após o fim da política de zero-Covid no país.

Os dados consolidados serão divulgados na próxima semana, mas a partir do que já foi divulgado, expectativas de estímulos adicionais por parte do governo (que já sinalizou estar focado em impulsionar a demanda doméstica) foram reforçadas.

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