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Confira nossa revisão de cenário de março

No Radar do Mercado: divulgamos nossas revisões de cenário local, diante dos riscos fiscais e monetários elevados, e global, com juros mais altos em economias desenvolvidas

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Refletindo o formato mais focalizado de reajuste da tabela do imposto de renda do que supúnhamos, agora estimamos déficit primário de 1,2% do PIB em 2023 e de 0,7% do PIB em 2024, além de dívida bruta em 76% e 79% do PIB para esses anos, respectivamente. A melhora estrutural na perspectiva fiscal dependerá da implementação de um arcabouço que leve à sustentabilidade da dívida pública.

Revisamos também a projeção de inflação em 2023 para 6,1%, de 6,3%, incorporando cortes de preços da gasolina pela Petrobras, compensando parte do efeito da reoneração de tributos federais. Para 2024, mantivemos nossa projeção em 4,2%.

Na atividade econômica, o processo de desaceleração deve continuar, com o PIB terminando com alta de 1,3% e crescimento de 1,0% em 2024. Esperamos que a taxa de desemprego encerre este ano em 8,6%, com ligeira alta em 2024.

Mantivemos nossa estimativa de taxa de câmbio para 2023 e 2024, com um cenário externo mais desafiador, mas algum alívio marginal no âmbito doméstico.

Também mantivemos as projeções para Selic, em 12,5% e 10,0% para 2023 e 2024, respectivamente. Apesar das pressões para antecipação do corte de juros, a piora das expectativas de inflação continua.

Confira o relatório.

Revisão de cenário – Global: juros mais altos nos EUA

Nos EUA, a atividade resiliente (revisamos nossa projeção para o PIB de 2023 para 1,3%) e inflação persistente (projeção para o núcleo do PCE em 2023 em 4,0%) levam a uma taxa de juros maior (5,6% em 2023) e menos cortes adiante (4,9% em 2024).

Na Europa, diante do ritmo de crescimento (agora estimamos o PIB de 2023 em 0,8%) e do núcleo de inflação ainda pressionado, o Banco Central Europeu (BCE) deve elevar a taxa de juros para 4,0%.

Já na China, a reabertura é impulsionada pelo setor de serviços, mas há riscos relacionados a potenciais aumentos das tensões com os EUA.

Além disso, esperamos um dólar mais forte no primeiro trimestre com a reprecificação das taxas de juros liderada pelos EUA. Porém, o bom crescimento global ao longo do ano deve levar a um dólar mais fraco adiante.

Confira o relatório.

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