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Copom sinaliza juros altos por mais tempo, enquanto Fed desacelera ritmo

Em semana marcada por decisões de política monetária, primeira reunião do Copom de 2023 trouxe incertezas adicionais sobre a viabilidade de cortes de juros ainda neste ano

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

As decisões de política monetária pelo mundo movimentaram a semana dos investidores. Um dos destaques foi o Federal Reserve, que reduziu o ritmo de altas alguns dias antes de o mercado ser surpreendido pela forte criação de vagas em janeiro nos EUA.

Por aqui, o Copom manteve a Selic estável, mas não se esquivou de sinalizar que os juros podem ficar em patamar elevado por tempo prolongado, diminuindo a possibilidade de cortes ainda em 2023.

Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

Fed desacelera ritmo e eleva juros em 25 pontos-base

O Federal Reserve elevou os juros dos EUA em 25 pontos-base, desacelerando o ritmo pela segunda vez consecutiva. Com isso, a taxa passou para um intervalo de 4,50% a 4,75% ao ano, em linha com as expectativas. O comunicado reiterou que novos aumentos serão necessários e que com a proximidade do fim do ciclo o foco passa a ser o ponto de chegada.

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Payroll surpreende com forte criação de vagas nos EUA

Os EUA criaram 517 mil postos de trabalho em janeiro, segundo o Payroll, enquanto os dados de dezembro foram revisados para cima (260 mil). O resultado veio muito acima das projeções do mercado, que esperava uma desaceleração (188 mil). A taxa de desemprego também causou surpresa e caiu para 3,4%. A leitura deve aumentar as apostas por uma taxa terminal alinhada às projeções do Fed (5,1%).

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Copom mantém a Selic e sinaliza juros altos por mais tempo

O Copom manteve a taxa Selic em 13,75%, como esperado. Porém, elevou suas projeções para a inflação de 2023 e 2024 e sinalizou que a incerteza sobre a política fiscal, somada à piora das expectativas de inflação, exige atenção e implica um processo de desinflação mais custoso (o que significa que a postura permanecerá apertada por mais tempo). Por enquanto, mantemos nossa projeção de Selic para o final do ano em 12,50%.

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Produção industrial do Brasil fica estável em dezembro

A produção industrial do país teve uma variação nula em dezembro, em linha com as expectativas. De maneira geral, a produção industrial retraiu nos últimos dois trimestres e em 2022 como um todo. À frente, acreditamos que as condições monetárias mais apertadas devem restringir a produção do setor. Nosso tracking do PIB para o 4T22 agora está em -0,1% t/t.

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BCE eleva juros em 50 pontos-base

O Banco Central Europeu (BCE) elevou os juros em 50 pontos-base, mantendo o ritmo de dezembro. Com a decisão, a taxa de refinanciamento passa para 3%, a de depósitos para 2,50% e a de empréstimos para 3,25%. Segundo o comunicado a expectativa é que os juros ainda subam e que a tendência é de mais uma alta de 50 pontos-base na reunião de março.

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PIB na zona do euro surpreende e cresce no 4º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro registrou um crescimento de 0,1% no quarto trimestre de 2022, na comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 0,3%. O resultado superou as projeções do mercado, que esperava uma retração (-0,1%). Com a resiliência mesmo em meio a diversos desafios, a divulgação aponta para crescimento de 3,5% do bloco em 2022.

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BoE também faz ajuste de 50 pontos-base

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou a sua taxa de juros em 50 pontos-base, para 4%, em linha com as expectativas. O comitê apontou que seguirá avaliando a evolução dos dados e que, se as pressões inflacionárias forem persistentes, novas altas não estão descartadas. As projeções de mercado indicam que a taxa deve subir até 4,5% em meados de 2023.

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Indicadores de atividade aceleram na China em janeiro

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) manufatureiro da China subiu para 50,1, enquanto não-manufatureiro, que inclui serviços e construção, deu um salto de 12,8 pontos, para 54,4, voltando para patamar expansionista (acima de 50). As leituras reforçam a expectativa de um crescimento mais forte para 2023, diante de uma recuperação mais rápida da economia.

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