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Divulgamos nossa revisão de cenário brasileiro e global

No radar do mercado: revisamos nossos cenários local e internacional, diante do crescimento robusto do Brasil no primeiro semestre, além da inflação global persistentemente alta

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Revisamos para cima as projeções do PIB para o segundo semestre e para 2022 (2,5%). Apesar da melhora no curto prazo, os fundamentos continuam indicando uma desaceleração da atividade. A sustentabilidade fiscal segue sendo um desafio relevante devido à trajetória que parece estar contratada para o futuro. Estimamos superávit primário em 2022 e déficit em 2023.

Reduzimos a projeção para o IPCA de 2022 para 6,0%. Para 2023, mantivemos a nossa projeção em 5,3%. Acreditamos que o Copom encerrará o ciclo de aperto monetário no patamar atual. Para 2023, esperamos cortes no segundo semestre. Clique aqui para ler o relatório completo.

Revisão de cenário – Global: risco inflacionário

A desaceleração da demanda e dos preços de commodities permite o recuo da inflação global de bens, mas o preço do gás na Europa e a resiliência dos preços dos serviços nos EUA exigirão juros em níveis restritivos nas economias desenvolvidas.

O Federal Reserve deve levar as taxas americanas para patamar acima de 4%, enquanto o Banco Central Europeu deve elevar os juros para 2% para conter a inflação. Também reduzimos as nossas projeções de PIB tanto na Europa quanto na China. Para 2023, esperamos uma desaceleração acentuada na América Latina. Clique aqui e leia o relatório completo.

Focus: inflação mais baixa e PIB maior

O Banco Central divulgou hoje o Relatório Focus. De maneira geral, as expectativas de inflação caíram para 2022 (pela 11ª semana consecutiva) e 2023 (pela quarta semana consecutiva). Já as estimativas de crescimento para o PIB para 2022 e 2023 foram revisadas para cima.

Comparada à semana anterior, a mediana das expectativas para o IPCA recuou para 2022 (de 6,61% para 6,40%), mas ainda distante do teto da meta de inflação deste ano (de 5%). A meta central é de 3,50%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2023, a projeção teve recuo de 5,27% para 5,17%, também acima da meta central para o ano (de 3,25%). Para 2024, porém, houve alta, de 3,43% para 3,47%, um pouco acima da meta de 3%.

Em relação à atividade econômica, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) para 2022 subiu de 2,26%, para 2,39%. Para 2023, subiu de 0,47% para 0,50%. Para 2024, seguiu em 1,80%.

Na política monetária, as medianas das estimativas para a taxa Selic permaneceram inalteradas para 2022 (13,75%), 2023 (11,25%) e 2024 (em 8%). 

Por fim, as expectativas para o câmbio seguiram estáveis a R$/US$ 5,20 para 2022 e 2023. Para 2024, a projeção também ficou inalterada (a R$/US$ 5,10).