Divulgamos nossas revisões de cenários para abril

No Radar do Mercado: revisamos nossos cenários, tanto local quanto global; já o Relatório Focus apontou estabilidade nas expectativas de inflação para 2024, 2025 e 2026

Por Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O arcabouço fiscal e o futuro anúncio de medidas de recomposição das receitas são complementares e positivos. Ainda assim, há desafios significativos à frente, relacionados à implementação dessa trajetória almejada e consequentes ganhos de credibilidade e consolidação da regra. Estimamos déficit primário de 1,2% do PIB em 2023 e 0,7% do PIB em 2024, e dívida bruta em 76% e 79% do PIB para estes anos, respectivamente.

Na atividade econômica, reduzimos ligeiramente nossa projeção do PIB de 2023 para 1,1%, diante dos desenvolvimentos no mercado de crédito, e mantivemos a expectativa de expansão de 1,0% em 2024. Para o mercado de trabalho, revisamos as projeções de taxa de desemprego para 9,0% em 2023 e 9,1% em 2024.

Seguimos com a nossa projeção de inflação para 2023 em 6,1%, mas revisamos para cima a estimativa para o próximo ano, para 4,5%, com a maior desancoragem das expectativas de inflação. Mantivemos inalteradas as projeções de câmbio (em R$ 5,30 por dólar em 2023 e R$ 5,40 por dólar em 2024) e de taxa Selic (em 12,50% em 2023 e 10,0% em 2024).

Revisão de cenário – Global: cenário ambíguo de crescimento

Os bancos dos EUA enfrentam incertezas sobre a perda total de ativos, mas o risco sistêmico é muito menor do que durante a crise financeira global.

Em meio a esse cenário, reduzimos a estimativa do PIB dos EUA para 2024 de 0,5% para 0,2%, mas mantivemos a projeção de 2023 em 1,3%. A turbulência bancária irá limitar os movimentos do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Por isso, esperamos a taxa básica de juros terminal em 5,1% (anteriormente em 5,6%), sem cortes em 2023.

Na Europa, os bancos estão mais resilientes a choques de juros. Diante da atividade resiliente e do núcleo de inflação ainda alto, a taxa básica de juros terminal do Banco Central Europeu deve atingir 3,50% (dois acréscimos de 0,25 p.p.).

O impulso proporcionado pela reabertura e a forte recuperação do setor imobiliário sustentaram um bom ritmo de atividade na China no primeiro trimestre. Agora, esperamos que o crescimento do PIB em 2023 chegue a 5,7% (5,3% anteriormente).

Focus: estimativas para inflação estáveis para 2024, 2025 e 2026

O Banco Central divulgou hoje a edição semanal do Relatório Focus. A pesquisa com os participantes do mercado apontou estabilidade nas expectativas de inflação para 2024, 2025 e 2026.

Se comparada à semana anterior, a mediana das estimativas para o IPCA de 2023 subiu de 5,96% para 5,98%. A meta central é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A estimativa para 2024 subiu 1 ponto-base, de 4,13% para 4,14%. Houve estabilidade para 2025 e 2026, ambas as projeções em 4%.

Na política monetária, as medianas das estimativas para a taxa Selic seguiram estáveis para 2023 em 12,75%, para 2024 em 10%, para 2025 em 9%, e para 2026 em 8,75%.

Com relação à atividade econômica, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 subiu 1 ponto-base, para 0,91%. Houve queda para 2024, de 1,48% para 1,44%, e 2025, de 1,80% para 1,76%. Para 2026, não houve alteração (1,80%).

Por fim, no câmbio, as projeções não tiveram alterações para 2023 (R$/US$ 5,25) e 2025 (R$/US$ 5,30). Porém, houve queda para 2024 (para R$/US$ 5,27) e 2026 (R$/US$ 5,35).

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