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Economia e mercados: inflação brasileira e americana no centro das atenções

Por aqui, o IPCA registrou a maior variação para o mês de abril desde 1996, mas em termos anuais, provavelmente atingiu o pico do ano. Nos EUA, o índice de preços variou 0,3% no mês e ficou acima do esperado

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Crédito: Itaú Private Bank

As inflações brasileira e americana marcaram a semana dos investidores. Entenda melhor esses e outros fatores que impactaram os mercados ao longo dos últimos dias em nosso boletim Economia e Mercados. Veja alguns destaques:

IPCA sobe 1,06% no mês de abril

O IPCA de abril subiu 1,06% e ficou abaixo do resultado de março (1,62%). Mas a variação foi a maior para um mês de abril desde 1996 (1,26%), e o resultado veio acima das expectativas do mercado (1,01%). Na comparação anual, a alta é de 12,13%.

Ata reforça possível extensão na alta da Selic

A ata da última reunião do Copom, quando a taxa Selic subiu para 12,75%, reforçou que uma nova elevação é provável no próximo encontro, mas de menor magnitude. O comunicado também destacou que a fase atual do ciclo de aperto monetário exige uma cautela adicional.

Vendas no varejo crescem 1% em março

O volume de vendas no varejo subiu 1% em março, acima das projeções (0,5%). No comércio varejista ampliado, houve alta de 0,7% no mês, também acima do consenso (-0,1%). Ambos os indicadores avançaram nos últimos meses e estão acima dos níveis pré-Covid.

Volume de serviços cresce 1,7% em março

O volume de serviços teve uma alta mensal de 1,7% em março, também acima das projeções do mercado (0,8%). Com isso, o setor recuperou a perda de janeiro (-1,8%) e alcançou o maior patamar desde maio de 2015.

Inflação dos EUA avança 0,3% em abril

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,3% em abril, acima do esperado pelo mercado (0,2%), mas abaixo do resultado de março (1,24%). Na comparação anual, houve variação de 8,3%, acima da expectativa do mercado (8,1%).