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Facilidade de acesso: mercado 6 x 0 tênis

TenisVesting: enquanto a falta de quadras públicas dificulta a democratização do tênis, o mercado financeiro está mais acessível aos investidores

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Andrea Masagão Moufarrege, Team Leader - Investment Funds Specialists

• 5 minutos de leitura

Crédito: Getty Images

Se houvesse uma competição entre o mercado financeiro e o jogo de tênis na categoria facilidade de acesso, o mercado ganharia de 6 a 0.

O tênis nasceu elitizado. Discute-se se a prática começou pela realeza da Inglaterra no século XIX ou na França, no século XII, quando monges praticavam algo semelhante, porém sem raquetes. O fato é que, independentemente de onde o tênis tenha surgido, ele sempre foi praticado pela nobreza. Foi evoluindo ao longo do tempo, vindo sempre de cima pra baixo. Se, por um lado, os equipamentos para a prática do esporte em si não são tão caros, por outro, o acesso às quadras públicas é uma grande barreira que impede a democratização desse esporte, que poderia contribuir com diversos benefícios de integração social, especialmente em uma sociedade como a brasileira.

A maioria das quadras de tênis são privadas, têm alto custo de manutenção e estão em complexos esportivos com altos custos de associação. A Tennis Industry Association dos EUA publica em seu site a existência de aproximadamente 270 mil quadras de tênis públicas no país. A Tenis Brasil, por sua vez, lista as 295 quadras públicas por aqui. É isso mesmo: 270 mil contra 295. Esse é só começo da explicação do tamanho do desafio brasileiro para a construção de um histórico relevante nesse esporte. Fica assim evidente o mérito de campeões como André Sá, Bia Haddad, Bruno Soares, Carlos Kirmayr, Fernando Meligeni, Gustavo Kuerten, Luiz Mattar, Marcelo Melo, Maria Esther Bueno, Thomaz Bellucci, Thomaz Koch (listados em ordem alfabética).

A lavada do mercado financeiro contra o jogo de tênis começou na década de 1990 com o lançamento do primeiro ETF (Exchange Traded Fund) no Canadá. A indústria de ETFs expandiu rapidamente em todos os mercados mundiais e responde por mais de US$ 9 trilhões em veículos de baixo custo que facilitam muito o acesso a um mundo extremamente complexo. No Brasil, o primeiro ETF, o PIBB11, foi lançado em 2004, e o mercado já atinge mais de R$ 37 bilhões em instrumentos entre renda variável e renda fixa.

ETFs são fundos que replicam índices de mercado e são negociados em bolsas de valores. Um investidor brasileiro pode, com menos de R$ 250, investir em todas as ações que compõe o Ibovespa por meio de qualquer corretora comprando o BOVV11, por exemplo. Ou, se preferir investir em todas as 500 ações americanas que compõe o S&P500, pode escolher o SPXI11. Caso a opção seja o mercado de renda fixa, as alternativas também são diversas para juros reais, como o IMAB11, ou para juros nominais, com o IRFM11, entre outros.

Diferentemente do tênis, a missão dos ETFs de melhorar a acessibilidade ao mercado financeiro parece estar mais bem resolvida. Hoje, com um volume relativamente pequeno, é possível não só montar uma carteira diversificada no Brasil, mas também acessar o mercado internacional. Assim, qualquer investidor pode acessar alternativas antes restritas a um pequeno grupo de pessoas com alto poder aquisitivo.

Quando comparado com o mercado americano, no entanto, o espaço para crescimento do mercado de ETFs no Brasil é enorme. Talvez, tão grande quanto o potencial de democratização do tênis no Brasil, se as quadras de qualidade fossem mais acessíveis.

Para o mercado financeiro, resta o desafio de democratizar ainda mais o acesso a informações e conteúdo educacional para que mais investidores possam entender o potencial dos ETFs e se beneficiar deste instrumento na construção e execução de seu plano de investimentos de longo prazo. Das mais de 200 milhões de pessoas no Brasil, apenas cerca de 500 mil tem parte dos seus investimentos em ETFs.

Para conhecer mais sobre o funcionamento e evolução desse mercado vale muito a consulta ao Guia de ETFs desenvolvido pela Itaú Asset.

Para o tênis, especialmente no Brasil, falta muito para que mais pessoas possam usufruir dos inúmeros benefícios desse esporte.

E para nós, fãs aficionados, resta torcer muito pela Bia Haddad Maia e todos os atletas brasileiros que atuam no circuito profissional hoje.

🎾 Vai, Bia!

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