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Fed desacelera ritmo e eleva juros em 50 pontos-base

No Radar do Mercado: conforme esperado pelo mercado, o Fed reduziu o ritmo de aperto; também foram divulgadas hoje projeções atualizadas para os principais indicadores econômicos

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Crédito: Getty Images

Em sua última reunião do ano, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve desacelerou o ritmo de altas e elevou em 50 pontos-base os juros dos Estados Unidos. Com isso, a taxa passou para um intervalo 4,25% a 4,50% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.

No comunicado divulgado hoje, o Fed reafirmou que os ganhos de emprego têm sido robustos nos últimos meses e que indicadores recentes apontam crescimento modesto dos gastos e da produção.

O comitê também reiterou que aumentos contínuos serão necessários nas próximas reuniões para levar os juros a um nível suficientemente restritivo com o objetivo de trazer a inflação de volta para a meta de 2%.

Para determinar a magnitude das próximas altas, as autoridades reafirmaram que irão analisar o aperto cumulativo da política monetária e as defasagens nas quais as elevações nos juros tendem a impactar a atividade econômica e a inflação. Além disso, o Fed continuará reduzindo seu balanço patrimonial, conforme estratégia emitida em maio deste ano.

Fed revisa para cima projeções para inflação e juros

O Fed também divulgou suas projeções atualizadas para os principais indicadores econômicos. De maneira geral, o Fed elevou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2022, mas reduziu para 2023 e 2024, abaixo da tendência de longo prazo.

Já as projeções para a inflação foram revisadas para cima ao longo de todo o período analisado e indicam que ela deve se aproximar do patamar de 2% apenas em 2025.

As estimativas para os juros também foram elevadas nos próximos anos. As projeções agora apontam que as taxas devem chegar a 5,1% em 2023, meio ponto acima da projeção realizada em setembro. Além disso, sugerem que cortes nas taxas devem ocorrer em 2024. As autoridades seguem projetando juros de longo prazo próximos de 2,5%.

Na coletiva após a reunião do comitê, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que as autoridades ainda têm trabalho a fazer e afirmou que a avaliação é que os juros ainda não estão em patamar suficientemente restritivo, reforçando a necessidade de aumentos contínuos. Quando questionado sobre a magnitude da próxima alta, Powell destacou que o ritmo não é a questão mais importante, mas sim o ponto de chegada, além de quanto tempo os juros continuarão em patamar restritivo.

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