Fizemos mudanças táticas na nossa carteira internacional

Nicholas McCarthy, estrategista-chefe de investimentos do Itaú, resume a análise do cenário e as alocações do Comitê de Investimentos de agosto

Por Itaú Private Bank

4 minutos de leitura

Nesta segunda-feira, 11, divulgamos as perspectivas e estratégias definidas para o mês de agosto pelo nosso Comitê de Investimentos, que se reúne mensalmente para decidir as alocações táticas das carteiras-modelo baseadas no cenário macroeconômico global. Desta vez, fizemos mudanças táticas na nossa carteira internacional.

Entenda a seguir a nossa avaliação do cenário e dos mercados:

Internacional

  • Os acordos comerciais anunciados pelos EUA ao longo das últimas semanas confirmaram um nível de tarifas mais elevado do que o esperado anteriormente pelo mercado. No entanto, esses acordos também trouxeram algum alívio em tarifas setoriais impostas, por exemplo, sobre o setor automotivo da Europa e do Japão, o que ameniza parte do impacto sobre setores-chave das principais economias mundiais.
  • Nos EUA, o esperado choque de mandatos do Federal Reserve começou a aparecer, com impactos incipientes das tarifas sobre a inflação, ao mesmo tempo em que leituras do mercado de trabalho mostram uma desaceleração expressiva na criação de empregos. Nesse contexto, o banco central americano deve reagir no curto prazo, mas o tamanho do ciclo pode ser revisto para baixo.
  • Na Europa, os dados de atividade têm apresentado maior resiliência, parcialmente exagerados pelo efeito de antecipação de exportações, mas também mostrando impacto limitado da incerteza até o momento. Diante disso, o Banco Central Europeu adotou uma postura dura, sugerindo uma barra mais alta para continuar cortando os juros.
  • Na China, o crescimento econômico no primeiro semestre foi bastante sólido, sustentado pelo setor manufatureiro e pelas exportações, enquanto a demanda doméstica permanece fraca em meio a uma baixa confiança do consumidor e à fraqueza do mercado imobiliário. A resiliência da atividade econômica, no entanto, reduz a necessidade de uma nova rodada de estímulos fiscais e monetários no curtíssimo prazo.

Local

  • As tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA sobre os produtos brasileiros marcaram as últimas semanas, mas as exceções criadas devem aliviar parte importante do impacto adverso esperado.
  • A atividade vem apresentando resultados mistos. O menor impulso fiscal e a política monetária contracionista já contribuem para uma desaceleração gradual da economia, após um forte crescimento no primeiro trimestre, puxado pelo setor agrícola. Enquanto isso, o mercado de trabalho continua sólido.
  • A inflação tem mostrado resultados melhores e um qualitativo mais benigno nas últimas medições. Além da reversão da inflação de alimentos, os preços de bens industriais parecem estar arrefecendo e a inflação de serviços parou de piorar. Já as expectativas de inflação seguem desancoradas, em que pese melhoras na margem.
  • A retomada parcial do decreto do IOF ajudará o governo federal a atingir as metas fiscais de 2025. A volta do recesso no Congresso, no entanto, deve reacender discussões fiscais, especialmente para 2026, como o projeto de isenção do Imposto de Renda e suas compensações.
  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15,00% ao ano e repetiu a mensagem de que a política monetária vai ficar em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.

Para acessar o relatório completo, fale com sua equipe de atendimento.

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