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Focus: expectativas de inflação sobem para 2023 e 2024

No Radar do Mercado: relatório do BC apontou alta nas projeções do mercado para a inflação; em Brasília, Lula tomou posse para o seu terceiro mandato

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Crédito: Getty Images

O Banco Central divulgou hoje mais uma edição do Relatório Focus. De maneira geral, as expectativas de inflação caíram para 2022, mas subiram para 2023 e 2024.

Na comparação com a semana anterior, a mediana das expectativas para o IPCA recuou ligeiramente para 2022 (de 5,64% para 5,62%), ainda acima do teto da meta de inflação deste ano (de 5%). Vale lembrar que a meta central é de 3,50%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2023, no entanto, a projeção subiu de 5,23% para 5,31%, acima da meta de 3,25%. Para 2024, a estimativa aumentou de 3,60% para 3,65%, também acima do centro da meta de 3%.

Em relação à atividade econômica, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu praticamente inalterada para 2022 (3,04%), 2023 (0,80%) e 2024 (1,50%).

Na política monetária, a mediana das expectativas para a taxa Selic subiu 25 pontos-base para 2023 (de 12% para 12,25%). Para 2024, a projeção ficou estável, em 9%.

Por fim, no câmbio, as projeções ficaram estáveis para 2023 (a R$/US$ 5,27) e 2024 (a R$/US$ 5,26).

Lula toma posse para seu terceiro mandato

Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse no domingo, 1º de janeiro, como presidente do Brasil. Em seu discurso, ele criticou o teto de gastos e disse que irá revogá-lo. Falou também sobre a legislação trabalhista, a estruturação de um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC, realizado em seu segundo mandato) e destacou o papel dos bancos públicos como fundamentais para o crescimento econômico.

O presidente também assinou um pacote de medidas. Entre elas, está a revogação do decreto que facilitava o porte de armas, o restabelecimento do Fundo Amazônia, a retirada de estatais como Petrobras e Correio do plano de privatizações, além da extensão da isenção de tributos federais sobre gasolina e etanol por mais dois meses e de gás de cozinha e diesel por um ano – o que pode impactar as contas públicas em cerca de R$ 30 bilhões.

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