IBC-Br mostra queda da atividade em dezembro, mas expansão no ano

No Radar do Mercado: Índice de Atividade Econômica medido pelo Banco Central recua menos do que o esperado em dezembro, mas confirma tendência de desaceleração apontada pelos dados das pesquisas mensais divulgadas pelo IBGE

Por Itaú Private Bank

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O Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 19, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de dezembro de 2025 indicando uma queda de 0,2% na passagem mensal da série dessazonalizada. A desaceleração em relação ao resultado de novembro (+0,7%) foi menor do que a esperada, já que o mercado projetava uma retração de 0,5%. Na comparação com dezembro de 2024, o IBC-Br teve alta de 3,1%. E com esse resultado, o índice fechou 2025 com crescimento de 2,5%.

A divulgação do IBC-Br fecha o quadro dos indicadores de atividade referentes a dezembro e, consequentemente, ao ano de 2025. No começo do mês, o IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) com queda de 1,2% em dezembro em relação a novembro e crescimento de 0,6% no ano. O número é resultado de um primeiro semestre com crescimento sólido (1,2%) e uma variação nula (0,0%) no segundo, demonstrando a perda de ritmo da indústria ao longo do ano.

Já a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgadas na semana passada, também demonstrando contração dos setores em dezembro no comparativo com novembro. Enquanto serviços recuaram 0,4% na passagem mensal e fecharam o ano com alta de 2,8%, o varejo restrito também recuou 0,4% em dezembro e encerrou o ano com alta de 1,6%, já no varejo ampliado, que inclui itens como veículos, motos, partes e peças, materiais de construção e atacarejo, a queda em dezembro foi de 1,2% frente ao mês imediatamente anterior e o acumulado do ano teve variação positiva de apenas 0,1%.

Visão de Investimentos: apesar de ter vindo acima do esperado pelo mercado, o IBC-Br de dezembro confirmou as expectativas de queda no mês, evidenciando a tendência de desaceleração da atividade ao longo de 2025, sobretudo no segundo semestre do ano. Os dados de atividade divulgados pelo IBGE também mostraram perda de fôlego no final do último ano, resultado de uma política monetária contracionista e de menor impulso fiscal em 2025.

Diante desse cenário de desaceleração econômica, gradual convergência da inflação corrente e das expectativas em direção à meta, o Copom já sinalizou que deve iniciar o seu ciclo de flexibilização monetária na reunião de março, o que reforça nossa visão construtiva para ações brasileiras e para os títulos de juros reais na renda fixa.

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