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Inflação desacelera nos EUA em março

No Radar do Mercado: o CPI dos Estados Unidos registrou uma alta de 0,1% em março, desacelerando na comparação com fevereiro; no Brasil, as vendas no varejo cresceram em janeiro

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Crédito: Getty Images

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou uma alta de 0,1% em março, desacelerando na comparação com a leitura de fevereiro (0,4%) e abaixo das expectativas do mercado (0,2%).

Na comparação com mesmo período de 2022, a alta foi de 5%, cedendo frente ao registrado no mês anterior (6%) e abaixo do esperado. O recuo reflete, em especial, o efeito do componente de energia, que passou de 5,2% para -6,4%, dada a aceleração de preços nesta altura de 2022.

O núcleo do indicador, que exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia, subiu 0,4% em março, ante avanço de 0,5% do mês anterior, em linha com as expectativas do mercado. Na base anual, porém, houve aceleração, de 5,5% para 5,6%, acima do esperado, puxada pelo componente de bens.

Em linhas gerais, a surpresa positiva da divulgação veio no índice cheio, enquanto o núcleo seguiu em ritmo pressionado. Como ponto positivo, por outro lado, destaca-se a desaceleração do componente de serviços do núcleo, bem como de outros itens de maior persistência. Ainda assim, a leitura não deve alterar significativamente a expectativa do mercado para a próxima reunião do Federal Reserve, atualmente dividida entre uma alta de 25 pontos-base e a estabilidade nas taxas.

Vendas no varejo cresceram em janeiro

O volume de vendas no varejo brasileiro teve uma alta mensal de 3,8% em janeiro, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. O resultado veio acima da expectativa do mercado (3,4%). Em relação ao mesmo período de 2022, as vendas cresceram 2,6%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o volume de vendas variou 0,2% na comparação mensal (abaixo das expectativas de 0,6%) e 0,5% na comparação interanual.

Sete das oito atividades subiram no comércio varejista em janeiro, o que significa que a alta foi disseminada. O maior avanço foi observado em Tecidos, vestuário e calçados, enquanto a única atividade em queda foi Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria. Já as duas atividades adicionais, que compõem o varejo ampliado, tiveram trajetórias opostas, sendo que o grupo de Veículos, motos, partes e peças registrou queda e Material de Construção cresceu no mês.

Em linha com nossas expectativas, as vendas no varejo cresceram em janeiro, após dados fracos em novembro e dezembro, impulsionadas por liquidações de início de ano e aumento do salário mínimo. No entanto, esse movimento provavelmente será temporário, pois as condições monetárias mais restritivas devem afetar a atividade econômica ao longo 2023.

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