Itaú Blog

Inflação dos EUA acelera em setembro e supera expectativas

No Radar do Mercado: o CPI dos Estados Unidos registrou uma nova alta mensal em setembro, acelerando na comparação com o resultado de agosto

Foto do Autor

Itaú Private Bank

• 4 minutos de leitura

Crédito: Getty Images

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou uma alta de 0,4% em setembro, acelerando na comparação com o resultado de agosto (0,1%). A leitura surpreendeu o mercado, que esperava um aumento mais moderado, de 0,2%.

Na comparação com mesmo período de 2021, a alta foi de 8,2%, cedendo frente ao registrado no mês anterior (8,3%), mas superando as expectativas (8,1%). No mês, o componente de energia apresentou a terceira queda consecutiva, enquanto alimentação manteve ritmo de alta.

O núcleo do indicador, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, manteve o ritmo mensal de 0,6% registrado em agosto, mais uma vez acima das expectativas (0,4%). Na base anual, houve aceleração de 6,3% para 6,6%, também acima do esperado (6,5%).

Os dados reforçam a expectativa do mercado de mais uma elevação 75 pontos-base nas taxas de juros na próxima reunião do Federal Reserve ( banco central americano). A leitura também poderia fazer o Fed manter a postura mais dura no encontro de dezembro, diminuindo a possibilidade de uma desaceleração no ritmo de altas até o fim do ano, mas vale destacar que novas leituras de inflação e mercado de trabalho podem alterar essa avaliação antes da reunião.

Fed vê urgência em controlar a inflação americana

Na quarta-feira (12), o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, quando as autoridades americanas elevaram novamente os juros em 75 pontos-base, com a taxa passando para um intervalo de 3% a 3,25% ao ano.

O FOMC reforçou o tom mais duro na política monetária com o objetivo de controlar a inflação. A ata demonstrou uma preocupação das autoridades com a inflação persistente e apresentou consenso sobre a alta de juros para impedir uma dor econômica maior causada pela pressão inflacionária.

As autoridades argumentam que é necessário levar os juros para território mais restritivo, ressaltando que o custo de fazer pouco é mais alto que fazer demais, mostrando uma certa disposição a eventualmente causar uma recessão para controlar as pressões sobre os preços. Por outro lado, alguns participantes destacaram que as incertezas exigem cautela pra mitigar riscos para ambos os lados.

Ainda assim, os membros consideram que por enquanto não há dados econômicos suficientes que justificassem uma desaceleração no ritmo de altas. Nossa expectativa é de que os juros básicos cheguem a 4,75%-5,0% ao ano.

O que achou deste conteúdo?