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Inflação dos EUA medida pelo núcleo do PCE vem em linha com as expectativas

No Radar do Mercado: o núcleo do PCE subiu 0,3% em março nos EUA; na zona do euro, o PIB voltou a crescer ligeiramente no primeiro trimestre; já no Brasil, a taxa de desemprego atingiu 8,8% em março

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Crédito: Getty Images

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,3% março. O indicador, que exclui as pressões de energia e alimentos, veio em linha com as expectativas e manteve o ritmo do mês anterior.

Na comparação anual, houve alta de 4,6%, também em linha com o esperado, mas ligeiramente abaixo do registrado no mês anterior, que foi revisado para cima (4,7%). Vale lembrar que o indicador é uma das referências usadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) em suas decisões de política monetária.

Para o indicador “cheio” do PCE, que inclui os itens mais voláteis, houve uma desaceleração em relação a fevereiro na base mensal, de 0,3% para 0,1%, em linha com as expectativas. Na comparação anual, também houve um recuo, de 5,1% para 4,2%, ligeiramente acima do esperado. Por outro lado, o índice de custo de emprego (ECI, na sigla em inglês) mostrou aceleração, de 1,1% para 1,2% tri/tri, sinalizando pressão mais forte vinda de salários.

Tanto o gasto nominal dos consumidores quanto o gasto real (ajustado pela inflação) ficaram em 0% no mês. Também houve uma revisão para baixo de ambas as leituras de fevereiro.

De maneira geral, as leituras mistas de inflação, com a desaceleração do núcleo do PCE e o custo de emprego mais elevado, não devem alterar a avaliação do Fed de que a trajetória de queda da inflação continua, mas com pressões no curto prazo. Assim, deve corroborar a expectativa do mercado de uma alta de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve na reunião da próxima semana.

PIB na zona do euro volta a crescer no 1º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro registrou um crescimento de 0,1% no primeiro trimestre de 2023, na comparação com o trimestre anterior, quando a leitura foi de -0,1%. A leitura veio ligeiramente abaixo as projeções do mercado (0,2%).

Ao analisar o resultado dos países-membros, a Alemanha teve um desempenho mais fraco e surpreendeu o mercado no trimestre, enquanto França, Espanha e Itália tiveram números melhores.

Olhando para a composição disponível do PIB, o crescimento do consumo foi estável (França) ou em queda (Alemanha e Espanha), enquanto houve contribuições positivas de exportações e investimentos.

No Brasil, taxa de desemprego fica em 8,8% em março

A taxa de desemprego ficou em 8,8% no trimestre encerrado em março, segundo a Pnad Contínua, praticamente em linha com as expectativas do mercado. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego ficou estável em 8,5%.

No período, o emprego cresceu tanto no setor informal quanto no formal. Já a taxa de participação ficou estável em 61,5%. Apesar da melhora do emprego, a massa salarial real efetiva apresentou leve retração, impulsionada pela queda dos salários.

Em suma, os dados mostram um mercado de trabalho mais resiliente. Esperamos uma desaceleração gradual nos próximos meses em meio ao impacto defasado da política monetária contracionista sobre a economia.

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