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Inflação dos EUA recua; volume de serviços brasileiro fica estável

No Radar do Mercado: a inflação americana medida pelo CPI recuou em dezembro. Já o volume de serviços brasileiro seguiu estável em novembro

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Crédito: Getty Images

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos registrou uma queda de 0,1% em dezembro, após ter avançado 0,1% em novembro. A leitura veio em linha com as expectativas do mercado.

Na comparação com mesmo período de 2021, a alta foi de 6,5%, cedendo frente ao registrado no mês anterior (7,1%) e em linha com as projeções do mercado. No mês, o componente de energia caiu 4,5%, enquanto alimentação subiu 0,3%.

O núcleo do indicador, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,3%, ligeiramente acima do registrado em novembro (0,2%). Na base anual, houve desaceleração de 6,0% para 5,7%. Ambos os resultados também vieram em linha com o esperado.

De maneira geral, a queda do indicador cheio é mais um indício do processo de desinflação americano, ainda que o ritmo do núcleo siga de lembrete de que a trajetória deve ser apenas gradual. A leitura, portanto, não deve alterar a percepção do mercado de que o Federal Reserve (banco central americano) reduzirá o ritmo de alta dos juros na próxima reunião, no início de fevereiro, elevando a taxa em 25 pontos-base.

Volume de serviços fica estável em novembro

O volume de serviços do Brasil teve uma variação nula (0%) em novembro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado (0,2%).

Na comparação anual, o setor teve alta de 6,3%. Com o resultado divulgado hoje, os serviços estão 10,7% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Em novembro, a variação no setor de serviços foi majoritariamente negativa. Três das cinco atividades investigadas registraram queda no mês: informação e comunicação, outros serviços, e serviços prestados às famílias. Em contrapartida, transportes e serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram desempenho positivo no mês.

Em nossa visão, o setor de serviços deve continuar desacelerando nos próximos meses. À medida que os efeitos da reabertura da economia estão diminuindo, esperamos um crescimento moderado para o setor no quarto trimestre de 2022. Após a divulgação de hoje, nosso tracking (estimativa de alta frequência) do PIB para o 4T22 permaneceu inalterado em -0,2% t/t.

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