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IPCA recua 0,36%, deflação menor do que a esperada

No radar do mercado: o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou o segundo mês consecutivo de deflação

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Leitura reflete o impacto das medidas tributárias e de corte dos preços de combustíveis na refinaria (Crédito: Getty Images)

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou uma deflação mensal de 0,36% em agosto, vindo de outra retração em julho (-0,68%). A leitura reflete o impacto das medidas tributárias e de corte dos preços de combustíveis na refinaria, mas apresentou retração menor do que o esperado pelo mercado (-0,40%). Na comparação anual, houve desaceleração de 10,07% para 8,73%.

A queda foi concentrada em dois dos nove grupos de produtos e serviços. O grupo de Transportes puxou a deflação no mês, refletindo as reduções de impostos, além dos cortes de preços de gasolina. Por outro lado, os componentes de Vestuário e Saúde e cuidados pessoais apresentaram a maior contribuição positiva.

A queda de preços tem sido, portanto, concentrada em administrados, enquanto os preços livres continuam com variação positiva . O IPCA-EX3, núcleo que reúne componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico, acelerou em agosto, com ritmo mais forte de industriais subjacentes, enquanto serviços seguem pressionados. Assim, a medida acumula alta de 11,2% em 12 meses. Já o índice de difusão, que mede o percentual de itens com aumento dos preços, subiu para 65,25% no mês, acima da leitura de julho, indicando inflação mais disseminada.

Nossa projeção para o IPCA no final de 2022 permanece em 7%, mas com viés de baixa dados os resultados recentes e revisões baixistas para os próximos meses.