IPCA-15 registra deflação de 0,73% em agosto

No radar do mercado: o IPCA-15 que registrou uma deflação mensal em agosto, desacelerando frente à leitura de julho

Por Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou uma deflação mensal de 0,73% em agosto, desacelerando frente à leitura de julho (0,13%) com o impacto das medidas tributárias, mas com retração menor do que o esperado pelo mercado (-0,83%). Na comparação anual, houve queda de 11,39% para 9,60%.

Seis dos nove grupos de produtos e serviços tiveram alta. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos grupos de Transportes e Habitação, ambos refletindo as reduções de impostos nos preços de energia elétrica residencial e de combustíveis, além dos cortes de preços da gasolina nas refinarias. Vale destacar também que a maior variação positiva e o maior impacto vieram de Alimentação e bebidas, com destaque para a alta da alimentação no domicílio, explicada pelo aumento dos preços de carne e leite.

Nas medidas de núcleo, tanto industriais quanto serviços subjacentes seguem pressionados. O IPCA-EX3, núcleo que reúne componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico, avançou 0,84% m/m e acumula alta de 11,06% em 12 meses (acelerando na comparação com a leitura anterior, de 10,73%). Já o índice de difusão, que mede o percentual de itens com aumento dos preços, atingiu 65,1% no mês, abaixo dos 67,85% de julho, mas ainda em nível elevado.

Os dados são consistentes com a nossa leitura de desinflação gradual ao longo dos próximos meses. Nossa projeção para o IPCA no final de 2022 permanece em 7%.