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Market update: leia os destaques do mês

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Marcelo Menusso, Niraj Patel e Marcelo Aagesen

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Na última quinta-feira, 17, realizamos nosso terceiro encontro “Market Update”, uma live mensal que aborda o que mais movimentou o cenário mundial e os mercados globais no mês. Nesta edição, participaram do bate-papo o convidado Marcelo Menusso, Chief Credit Strategist do Itaú Private Bank, além de Niraj Patel, Chief Equities Strategy, e Marcelo Aagesen, Head de Global Markets and Strategy, ambos do Itaú Private Bank International.

Confira alguns destaques da conversa:

Diminui a volatilidade em renda fixa, mas ela permanece na renda variável

  • Mercados internacionais, que estavam muito voláteis, especialmente no Reino Unido, parecem ter recebido bem a renúncia de Liz Truss e a posse de Rishi Sunak como primeiro-ministro, trazendo momentaneamente mais estabilidade aos investimentos em renda fixa, tanto no Reino Unido quanto na Europa;
  • A conferência de imprensa de Jerome Powell realizada no início do mês esteve em linha com as expectativas do mercado, mas os anúncios que se seguiram provocaram volatilidade nos mercados;
  • O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq, que operavam em queda antes da decisão do Fed (Federal Reserve), passaram a subir logo que o quarto aumento de 0,75 pp foi anunciado. Porém, o quadro se inverteu após o início da coletiva de Jerome Powell, presidente do Fed, ao sinalizar o que esperar no próximo mês;
  • O mercado de renda variável, apesar do resultado melhor do que o esperado com relação à inflação nos Estados Unidos, reagiu mal ao que percebeu como uma sinalização mais hawkish de Powell, ou seja, foram percebidos sinais de elevação de juros e contração monetária;

A situação geopolítica

  • Há movimentações que trazem preocupação ao redor do globo, em especial o conflito Rússia e Ucrânia, cuja resolução ainda parece distante;
  • Tensão também entre Taiwan e China, esta última que mantém a política de zero Covid e um setor imobiliário que ainda ensaia de medidas contra a especulação imobiliária;
  • O cenário segue com bastante incerteza e as perspectivas são de estagflação em 2023.

Cenário americano

  • O CPI (Índice de preços ao consumidor) e o PPI (Índice de preços ao produtor) vieram melhores do que o esperado e isso segue ajudando os mercados;
  • Apesar dos índices positivos, a inflação ainda está entre 7 e 8% e longe da meta de 2%;
  • A probabilidade para a próxima reunião do FeD, que ocorre em 14 de dezembro, de estabelecer a nova taxa de juros está igualmente dividida entre 50 e 75 pb;
  • O dólar alto está afetando as exportações e, portanto, reduzindo parte da atividade econômica;
  • A temporada de divulgação de balanços do terceiro trimestre das empresas americanas está no fim, o que provoca muita volatilidade. Destaca-se a boa performance dos setores da indústria, energia e bancos, já a parte do S&P que fica por conta da tecnologia não se saiu muito bem.

A seguir, assista ao vídeo na íntegra (em inglês):