No radar do mercado: Inflação no Reino Unido atinge 9,4% em junho

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9,4% em junho, acelerando na comparação com maio e ligeiramente acima das expectativas

Por Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9,4% em junho, na base anual, acelerando na comparação com a taxa de maio (9,1%). O resultado veio ligeiramente acima das expectativas do mercado (9,3%).

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), a inflação segue sendo a maior em 40 anos. Os preços altos de energia e alimentos continuam exercendo a maior pressão sobre o índice, diante dos impactos causados pela guerra na Ucrânia.

O núcleo do CPI, que exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia, registrou uma leve desaceleração (a segunda consecutiva), de 5,9% para 5,8%, na comparação anual. A leitura veio em linha com as projeções do mercado.

De maneira geral, apesar da desaceleração do núcleo, o resultado aponta ainda para uma inflação persistente e bem distante da meta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que é de 2%. Portanto, pressiona ainda mais as autoridades por uma nova alta na taxa de juros do país, que hoje está em 1,25% ao ano, na reunião de agosto.

Banco Central da China mantém taxas de juros

Como esperado pelo mercado, o Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos. Com isso, a chamada Loan Prime Rate (LPR) com vencimento de um ano permanece em 3,7%, enquanto a LPR de cinco anos, referência para hipotecas, está em 4,45% ao ano.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, sinalizou que pode haver flexibilidade na meta de crescimento do país (de 5,5% para este ano), reiterando cautela com o excesso de estímulos, à medida que a expectativa é que a economia se recupere gradualmente das restrições contra a onda de Covid-19. Ele afirmou que o mais importante é manter os níveis de emprego e os preços estáveis e que, desde que estas condições estejam satisfeitas, pode ser tolerável um desvio do PIB frente à meta.

O primeiro-ministro acrescentou, ainda, que a China será prática e realista, fará o seu melhor para alcançar a meta, mas sem extrapolar os limites com estímulos que comprometam o futuro do país no médio prazo.