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No radar do mercado: ata do Fed reforça mais duas altas de juros de 50 pontos-base à frente

Ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano) mostra que as autoridades concordam ser apropriado promover mais altas de juros de 0,5 p.p. nos próximos encontros, em junho e julho

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou hoje a ata de sua última reunião, quando as autoridades decidiram aumentar a taxa de juros do país em 50 pontos-base (ou 0,50 ponto percentual), passando para um intervalo de 0,75% a 1% ao ano. 

A ata mostra que as autoridades concordam que é apropriado promover mais altas de 0,5 p.p. nos próximos encontros, em junho e julho, movendo a política monetária rapidamente para uma posição próxima a sua estimativa de nível neutro, deixando o Fed melhor posicionado para avaliar os efeitos de sua política monetária na economia. Há ainda a possibilidade de seguir para um campo restritivo, a depender das perspectivas econômicas.

Os integrantes do comitê concordam que a economia americana está forte, com um mercado de trabalho apertado, uma inflação elevada, muito acima da meta de 2% e ainda com riscos de alta. Entre eles, estão o conflito na Ucrânia e as restrições impostas na China para conter a onda de Covid-19 no país, que afetam a cadeia global de suprimentos.

A ata mostra também que as autoridades apoiaram por unanimade o início da redução do balanço patrimonial  do Fed. Desde o início da pandemia, o Fed comprou títulos no mercado para dar suporte à economia. Agora, começa o processo inverso, em volume inicialmente fixado ao redor de US$ 47,5 bilhões por mês e, após três meses, em US$ 95 bilhões por mês (entre títulos públicos e de hipotecas).