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No radar do mercado: ata do Fed reforça preocupação com a inflação americana

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Crédito: Getty Images

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou hoje a ata de sua última reunião, quando as autoridades decidiram acelerar o ritmo de alta dos juros, promovendo um aumento de 75 pontos-base, movimento apoiado por quase todos os participantes. Hoje, as taxas estão no intervalo de 1,5% a 1,75%. 

O documento mostra que as autoridades optaram por um movimento mais forte devido à inflação alta e disseminada no país, mesmo diante dos aumentos já promovidos nas taxas de juros, mas também por estarem preocupadas com uma deterioração das expectativas, caso as pressões sobre os preços não sejam controladas.

O comitê antevê aumentos contínuos nas próximas reuniões e reforçou que a intensidade dependerá da evolução dos dados, mas que deve ser de 50 ou 75 pontos-base. Também reforçou que, caso a inflação permaneça em níveis elevados, a possibilidade de taxas mais restritivas não está descartada, mesmo que isso desacelere a atividade econômica americana, já que enxerga o retorno da inflação para a meta (de 2%) como fundamental para alcançar o pleno emprego de forma sustentada.

Dada a ênfase do documento no alto nível da inflação, bem como nos riscos relacionados às expectativas, esperamos que o comitê promova um novo aumento de 75 pontos-base na reunião de julho. À frente, nossa expectativa é que os juros básicos cheguem a 3,9% e 4,1% em 2022 e 2023, respectivamente.