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No radar do mercado: China responde à visita americana

Após a visita da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, à Taiwan, a deterioração da relação do país com a China têm chamado a atenção dos mercados

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Crédito: Getty Images

A deterioração da relação entre China e Estados Unidos está no centro das atenções dos mercados nesta semana, após a visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

Isso porque a congressista está na segunda posição da linha de sucessão do governo, marcando a visita de mais alto nível de uma autoridade dos EUA à ilha em 25 anos. Em encontro com a presidente, Tsai Ing-wen, Pelosi reforçou que os EUA não abandonariam Taiwan, reafirmando o apoio americano ao governo democraticamente eleito em Taipei.

Além de condenar oficialmente a visita e afirmar que ela afeta suas relações com os EUA, o governo chinês aumentou os exercícios militares nas fronteiras do espaço aéreo de Taiwan. Também houve a imposição de algumas restrições ao comércio, como a suspensão da importação de alguns alimentos e da exportação de areia natural (componente importante para a produção de semicondutores), além de ataques cibernéticos e protestos diplomáticos.

Ainda em resposta à visita, a China anunciou sanções sobre Nancy Pelosi e seus familiares. Na leitura de Pequim, o gesto americano fere a política de “uma China única”, suspendendo também a cooperação com os Estados Unidos em diversas frentes, incluindo a comunicação de comandos militares e diálogo sobre mudanças climáticas.

Futuras expressões de apoio à Taiwan por membros do governo americano provavelmente terão respostas mais duras. Mas, por enquanto, a probabilidade de evoluir para um confronto militar no curto prazo permanece baixa. Ainda assim, o evento marca adicional deterioração na relação entre as potências e eleva o risco de conflito na região à frente.

(Artigo atualizado em 05/08, às 16h)