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No radar do mercado: inflação americana medida pelo núcleo do PCE mantém ritmo de alta

O núcleo do PCE, referência usada pelo Federal Reserve em suas decisões de política monetária, manteve ritmo de alta em maio. Na comparação anual, houve uma desaceleração frente ao resultado de abril

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Crédito: Getty Images

O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia, manteve ritmo de alta em maio, com uma variação mensal de 0,3%, ligeiramente abaixo das projeções do mercado (0,4%).

Na comparação anual, a alta é de 4,7%, desacelerando frente aos 4,9% de abril, também levemente abaixo das estimativas (4,8%). Vale lembrar que o indicador é a referência usada pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) em suas decisões de política monetária.

O indicador “cheio” do PCE, teve uma alta mensal de 0,6%, abaixo das expectativas (0,7%), mas acelerando na comparação com abril (0,2%). Na base anual, o indicador permaneceu estável, em 6,3%, levemente abaixo do esperado (6,4%). O avanço reflete principalmente a alta nos preços de energia (de 30,4% para 35,8%) e de alimentos, de 10% para 11%.

O gasto dos consumidores subiu 0,2%, abaixo das projeções (0,4%), e houve revisão para baixo da leitura de abril, de 0,9% para 0,6%. Já o gasto real dos consumidores (ajustado pela inflação) desacelerou de 0,3% (após revisão) para -0,4%.

A desaceleração nos gastos do consumidor, o principal motor da economia americana, alimenta o receio sobre as perspectivas econômicas, com ações e taxas do Tesouro recuando após a divulgação.