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No radar do mercado: inflação da zona do euro atinge 8,1% em maio

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro renovou seu recorde em maio, ao subir de 7,5% para 8,1% na comparação anual

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Crédito: Getty images

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro renovou seu recorde em maio, ao subir de 7,5% para 8,1% na comparação anual. Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, como energia e alimentos, registrou uma aceleração de 3,5% para 3,8%. Ambos os indicadores ficaram acima das expectativas do mercado.

Diante do conflito na Ucrânia, o componente de energia segue pressionando a inflação no bloco (39% ano/ano). Com um CPI recorde e bem acima da meta central da inflação (2%), os resultados mantêm as pressões para que o Banco Central Europeu (BCE) comece a elevar os juros.

UE impõe embargo ao petróleo russo

Os estados-membros da União Europeia chegaram a um acordo para banir o petróleo proveniente da Rússia por via marítima para o bloco. A exceção temporária seria o transporte por oleodutos. O embargo pode cobrir mais de dois terços das importações, e a expectativa é que cerca de 90% delas sejam cortadas até o fim do ano.

O novo pacote de sanções também inclui a retirada de um dos maiores bancos russos, o Sberbank, do sistema internacional de pagamentos (Swift), além de banir mais três emissoras estatais russas. O acordo ainda deve ser sancionado, mas a expectativa é que o processo ocorra no curto prazo.

Mercados (atualizado às 12h)

O Ibovespa opera em alta na manhã de hoje, na contramão das principais bolsas internacionais. O movimento é puxado pelos papéis ligados às commodities, que sobem com o avanço nos preços do barril de petróleo e do minério de ferro.

Na renda fixa, os juros futuros operam perto da estabilidade, com viés de alta na parte curta e de baixa nas partes intermediária e longa. O dólar, por sua vez, tem mais um dia de queda, sendo negociado a 4,71 frente ao real.