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No radar do mercado: inflação no Reino Unido atinge máxima em 40 anos

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9% em abril, na comparação anual, acelerando em relação ao resultado de março (7%)

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Crédito: Getty Images

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9% em abril, na comparação anual, acelerando na comparação com a taxa de março (7%). O resultado veio ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado (9,1%). Mas segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), é o maior em 40 anos.

Na comparação mensal, houve um avanço de 2,5%, em linha com as projeções. Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, registrou uma alta mensal de 0,7% e de 6,2% na comparação anual.

O resultado distancia ainda mais a inflação da meta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que é de 2%, pressionando ainda mais as autoridades por novas altas na taxa de juros do país, hoje em 1%. A estimativa do BoE é que a inflação suba mais e atinja seu pico apenas no quarto trimestre (10,25%), pressionada pelos impactos causados pela guerra, que já afetam principalmente os preços de energia da região.

Também houve a divulgação final do CPI da zona do euro, que se manteve estável em 7,4% em abril, abaixo da estimativa preliminar de 7,5%. O núcleo do CPI, por sua vez, subiu de 3% em março para 3,5% em abril, em linha com o resultado preliminar. Com uma inflação recorde e bem acima da meta central (2%), os resultados também pressionam o Banco Central Europeu (BCE), que deve começar a elevar a taxa de juros em julho.