No radar do mercado: Reino Unido tem a maior inflação em 40 anos

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9,1% em maio, na base anual, acelerando na comparação com março (9,0%)

Por Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 9,1% em maio, na base anual, acelerando na comparação com a taxa de março (9,0%). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, mas, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), continua sendo o maior em 40 anos.

Os preços altos de energia seguem exercendo a maior pressão sobre o índice, com uma alta de 52,1% para 52,8%. Já o núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia, registrou uma desaceleração, de 6,2% para 5,9%, na comparação anual, abaixo das projeções do mercado (6,0%).

De maneira geral, os bens não relacionados à energia puxaram o núcleo para baixo (de 8,0% para 7,2%), com alguma desaceleração no componente de vestuário, enquanto os serviços permaneceram em alta (de 4,7% para 4,9%).

O resultado distancia ainda mais a inflação da meta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que é de 2%, pressionando ainda mais as autoridades por novas altas na taxa de juros do país. Na última semana, o BC elevou os juros em 25 pontos-base, para 1,25%, e estimou que a inflação fique acima de 9% nos próximos meses, podendo subir para um pouco acima de 11% em outubro. O mercado, no entanto, já espera aceleração de ritmo para a próxima reunião, em agosto, precificando alta de 50 pontos-base.