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No radar do mercado: revisamos os nossos cenários brasileiro e global

Divulgamos a nossa revisão de cenário brasileiro, com nova alta nas projeções de inflação e crescimento. No cenário global, os riscos de uma recessão no curto prazo parecem exagerados

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Revisamos a nossa projeção para o IPCA de 2022, de 8,5% para 8,7%. De um lado, consideramos uma desinflação mais lenta de bens e serviços no segundo semestre. De outro, as propostas de redução de impostos têm impacto de baixa. Também revisamos a projeção para 2023, de 4,2% para 5,6%, considerando alguma reversão dos cortes de tributos federais e maior persistência da inflação.

Na política monetária, estimamos que o Copom eleve os juros para 13,25% a.a. na reunião desta semana e sinalize ainda uma última alta na taxa Selic, que deve chegar a 13,75% a.a. em agosto.

Esperamos um crescimento do PIB de 1,6% em 2022, considerando uma atividade econômica robusta no primeiro semestre e uma desaceleração na segunda metade do ano. Para 2023, mantivemos a projeção de crescimento de 0,2%. Diante dos dados mais fortes do mercado de trabalho, reduzimos as estimativas de taxa de desemprego de 12% para 11,0% em 2022 e de 12,6% para 12,3% em 2023.

Pioramos a nossa projeção de resultado primário de 2022, de superávit de 0,5% para resultado zerado. Para 2023, revisamos nossa projeção de déficit de -0,3% para 0,1%. Estimamos a dívida bruta em 79% e 82% do PIB neste ano e no próximo, respectivamente. Mantivemos as projeções de taxa de câmbio em R$ 5,25 por dólar para o final de 2022 e R$ 5,50 por dólar para o final de 2023. Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Revisão de cenário - Global: inflação e juros mais altos

Acreditamos que os riscos de uma recessão no curto prazo parecem exagerados, considerando o crescimento resiliente nos Estados Unidos e na Europa, além de um processo de reabertura na China. Mas esses fatores devem trazer pouco alívio para preços de ativos de risco, dado que as taxas de juros globais seguirão em alta.

Nos EUA, a desaceleração moderada do crescimento econômico e a inflação alta devem fazer o Federal Reserve subir os juros acima do patamar neutro (estimamos em 2,5%). Projetamos altas de 0,50 p.p. em todas as reuniões do ano, com a taxa alcançando o intervalo de 3,25% a 3,50% em 2022 e de 3,75% a 4,00% em 2023.

Na China, revisamos a projeção do PIB de 4,7% para 4,2%, em 2022. Mas a reabertura da economia e os estímulos do governo devem garantir uma expansão robusta no segundo semestre.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) deve subir os juros para 1,0% (altas de 0,25 p.p. em julho, 0,50 p.p. em setembro e outubro, e de 0,25 p.p. em dezembro) devido ao crescimento resiliente e à inflação elevada.

Embora alguns países da América Latina estejam usando o espaço fiscal para fornecer medidas de alívio aos consumidores, revisamos nossas projeções de inflação e acreditamos que o ciclo de aperto monetário deve continuar. Clique aqui e leia o relatório completo.