Itaú Blog

No radar do mercado: Vladimir Putin afirma que ação na Ucrânia foi preventiva

Após o desfile militar, o presidente russo defendeu a invasão da Ucrânia e afirmou que o ataque foi uma forma de prevenção contra uma agressão da Otan.

Foto do Autor

Itaú Private Bank

• 2 minutos de leitura

Crédito: Getty Images

Aconteceu hoje, na Rússia, o discurso de Vladimir Putin para o Dia da Vitória, uma comemoração de quando a Alemanha nazista foi derrotada na Segunda Guerra Mundial. Após o desfile militar, o presidente russo defendeu a invasão da Ucrânia e afirmou que o ataque foi uma forma de prevenção contra uma agressão da Otan, a aliança militar do Ocidente liderada pelos Estados Unidos.

Segundo Putin, uma possível entrada da Ucrânia na Otan representava uma ameaça para a Rússia e que a invasão foi uma estratégia de defesa do território russo. Em resposta às falas de Putin, Mykhailo Podolyak, conselheiro da presidência ucraniana, afirmou que nem a Ucrânia nem a Otan planejavam atacar o país.

Segundo o noticiário, não houve uma declaração oficial de guerra à Ucrânia ou à Otan, nem uma intensificação da operação militar durante o discurso de Putin, como o governo ucraniano esperava. O presidente russo também afirmou ser necessário evitar os horrores de uma nova guerra mundial, evitando uma escalada do conflito.

Enquanto isso, as batalhas seguem sem previsão de cessar-fogo e com negociações diplomáticas entre as partes paradas desde o final de março. A União Europeia continua discutindo um pacote de sanções contra a Rússia, com um embargo total às importações de petróleo. Porém, enfrenta a resistência da Hungria, o que tem adiado a exclusão do fornecimento russo.

Mercados

O Ibovespa operava em queda durante a manhã, em um dia de mau humor generalizado nas principais bolsas internacionais. Os investidores temem as consequências dos lockdowns contra a Covid-19 na China, que já provocaram uma desaceleração nas exportações do país.  

Diante da aversão ao risco, o dólar tem forte avanço, sendo negociado acima de 5,10 frente ao real. Os juros futuros acompanham o movimento do câmbio e operam em leve alta.